Ele tirou uma garrafa de água mineral da sacola e, em seguida, colocou a sacola inteira sobre o colo dela.
— Veio de brinde. — Disse.
Carolina franziu a testa, intrigada, e abriu a sacola.
Dentro havia uma caixinha de leite e um sanduíche de carne com ovo.
O coração dela estremeceu levemente. Carolina virou o rosto para ele.
Henrique parecia completamente à vontade, bebendo água, como se nada daquilo tivesse importância.
— Obrigada. — Disse ela.
Um calor inexplicável percorreu o peito de Carolina, descendo, pulsando de um jeito difícil de controlar.
Henrique pousou a garrafa, ligou o carro e seguiu adiante.
Carolina segurou o café da manhã contra o peito, sentindo uma melancolia suave se espalhar por dentro.
Henrique era, no fundo, um homem realmente bom.
No futuro, fosse qual fosse a mulher que acabasse se casando com ele, certamente viveria muito bem.
Quando chegaram em frente ao escritório de advocacia, Henrique estacionou. Olhou para fora pela janela, curioso com o local onde ela trabalhava.
Carolina desceu do carro com o café da manhã, fechou a porta e contornou a frente do veículo. Parou na entrada do escritório, virou-se para Henrique dentro do carro e sorriu com doçura, acenando levemente com a mão.
Henrique segurava o volante com uma mão só. O olhar dele ficou preso nos olhos dela, límpidos como água de outono, por um breve instante.
— Bom dia, Carol. — Disse.
Uma voz feminina, apressada, soou logo atrás de Carolina.
Carolina se virou e viu Patrícia saindo às pressas de dentro do escritório, abraçando uma pilha de documentos. Os saltos altos ecoavam rápidos pelo chão.
— Bom dia, Paty. — Carolina cumprimentou, educada.
Patrícia passou por ela quase sem parar. Ao notar Henrique dentro do carro, abriu um sorriso ainda mais radiante.
— Seu namorado é lindo! Leva ele praquele evento hoje à noite, vai!
— Ele não é… — Carolina começou.
Ela nem teve tempo de terminar. Patrícia já havia chegado ao carro de aplicativo ao lado e entrado.
As bochechas de Carolina ficaram quentes. Constrangida, ela olhou para Henrique, cheia de dúvidas por dentro.
— Você tem algum compromisso hoje à noite? — Henrique perguntou.
— Tenho. — Ela assentiu. — É a confraternização de fim de ano do escritório.
— Me leva? — Ele arqueou levemente a sobrancelha. O tom era casual, quase despreocupado.
O coração de Carolina apertou. O constrangimento aumentou.
— Só pode levar cônjuge. — Respondeu.
— Entendi. — O olhar dele escureceu por um instante. Encarando a frente, falou num tom de aviso: — Não beba.
Em seguida, o vidro da janela subiu devagar.
Carolina deu um passo para trás.
O carro de Henrique arrancou, seguindo em frente, e os olhos dela o acompanharam sem perceber.
"Não beba?"
Pelo visto, da última vez ela realmente tinha passado dos limites quando bebeu. Henrique ainda guardava aquilo.
Daqui pra frente, ela não podia mais beber.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...