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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 482

Carolina engoliu em seco. Devagar, tirou a mão debaixo da coberta, ergueu com cuidado a manga do pijama de Henrique e, fazendo força, levantou o braço dele. Depois, foi se afastando aos poucos, centímetro por centímetro, até conseguir sair daquele abraço.

Quando enfim criou alguma distância entre os dois, prendeu a respiração e pousou delicadamente a mão grande de Henrique sobre a cama. Seu olhar caiu sobre o rosto adormecido dele. Ao perceber que ele não dava nenhum sinal de que fosse acordar, Carolina finalmente relaxou um pouco.

Ela se sentou devagar e observou a posição em que os dois estavam na cama.

Só então percebeu que tanto ela quanto Henrique tinham acabado dormindo bem no meio. E ela, sem se dar conta, havia se enfiado nos braços dele e dormido com uma tranquilidade absurda.

Sua memória não guardava lembrança alguma dele.

Mas seu corpo conhecia aquele abraço bem demais.

Tão bem que, ali dentro, ela havia dormido profundamente.

Carolina se levantou e saiu da cama. Sentiu que a temperatura havia caído bastante. Calçou os chinelos e, ao pegar a própria coberta, percebeu que a de Henrique era fina demais. Então colocou a sua sobre ele também e, abraçando o travesseiro contra o peito, saiu em silêncio do quarto.

No instante em que a porta se fechou, Henrique abriu os olhos.

Sua mão deslizou devagar até a coberta que ela havia deixado. Os cantos de seus lábios se ergueram de leve.

Ele já estava acordado havia algum tempo.

Só continuara fingindo dormir para não deixá-la constrangida.

Carolina voltou ao próprio quarto, tomou banho e se arrumou. Vestiu um conjunto casual de outono em tom bege-claro e prendeu os cabelos longos. Depois, foi até a sala de jantar para tomar café da manhã.

À mesa, Saulo e Lívia já estavam comendo.

Carolina se aproximou e os cumprimentou com educação:

— Pai, Lívia, bom dia.

— Bom dia.

Lívia perguntou, curiosa:

— Bom dia, cunhada. Você nem precisa trabalhar agora. Por que acordou tão cedo?

— Para aproveitar a manhã, ler e estudar um pouco. Espero conseguir voltar ao trabalho logo.

Carolina se sentou, pegou a tigela vazia diante de si e serviu uma porção de mingau de aveia.

Sobre a mesa havia um café da manhã simples, mas bem servido: pão francês ainda morno, queijo branco, ovos mexidos, frutas cortadas, bolo caseiro de fubá, tapioca e café fresco.

Era uma refeição simples, mas saudável.

Esse era o cotidiano da família Queiroz. Por mais rica e influente que fosse, nunca cultivava desperdício, ostentação nem excessos.

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