Talvez fosse apenas cansaço.
Pouco depois de se deitar, Carolina adormeceu. Das palavras de Henrique, ouviu apenas alguns fragmentos, já perdida naquele limiar entre a vigília e o sono, antes de mergulhar de vez nos sonhos.
Henrique percebeu que as costas dela já não se moviam e que sua respiração havia se tornado calma e regular. Então se inclinou devagar. Apoiado sobre um cotovelo, aproximou o rosto do dela e observou seus olhos.
Carolina estava de olhos fechados, o corpo completamente relaxado. Mesmo com ele tão perto, não esboçou a menor reação.
Quando teve certeza de que ela havia adormecido, a expressão de Henrique se suavizou. Um sorriso discreto, quase aliviado, surgiu em seus lábios. Era como se, depois de tanto tempo, a pedra que o sufocava finalmente tivesse se desprendido de seu peito. Só então ele soltou um longo suspiro.
E todo aquele alívio se resumia a uma única coisa: Carolina estava bem.
Conseguir comer, deitar-se e dormir sem esforço, sorrir sob o sol, sentir a brisa no rosto, amar sem medo e até odiar sem culpa... No fim, isso também não era uma forma de felicidade?
Com a ponta dos dedos, ele afastou delicadamente os fios que caíam sobre o rosto dela e os colocou atrás de seu ombro, revelando aquela face clara e bonita. Sua garganta se moveu de leve. Um calor denso começou a se espalhar por seu peito. Seu corpo queria se aproximar, colar-se ao dela, beijá-la, tocá-la.
Mas Henrique reprimiu todos esses impulsos.
Com movimentos quase imperceptíveis, esticou o braço e apagou a luminária ao lado da cama. Depois, puxou o próprio travesseiro um pouco mais para o centro e se deitou mais perto dela.
A distância entre os dois era mínima.
Dali, ele conseguia sentir o perfume suave que vinha dos cabelos de Carolina.
Entre eles havia duas cobertas, mas nem isso era capaz de conter o desejo que o corpo dele sentia por ela.
Henrique, claro, não podia tocá-la. Primeiro, porque tinha medo de acordá-la. Segundo, porque temia assustá-la.
Deitado atrás dela, tudo o que podia fazer era acariciar de leve seus cabelos negros, lisos e macios.
Quando já não suportava mais, pegou uma mecha e a levou para perto do rosto. Inspirou seu perfume, às vezes de leve, às vezes profundamente, deixando-se envolver por aquele aroma que era só dela. Lembrou-se da maciez confortável do corpo de Carolina, da sensação boa de tê-la em seus braços, e uma onda súbita de calor subiu por seu corpo.
Precisava dormir.
Se não dormisse logo, acabaria enlouquecendo de verdade.
Ele se virou, apagou também a luminária do seu lado da cama e voltou a se deitar de lado, próximo às costas de Carolina.
Fechou os olhos.
Mas sua respiração estava cheia do perfume tentador dela. Sua mente, cheia do sorriso dela, da voz dela, do corpo dela...
Macia.
Como uma nuvem. Como pluma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...