Já era madrugada quando foram ao hospital. Foi lá mesmo que Carolina acionou a polícia.
Depois de colher o depoimento dela ainda no hospital, os policiais emitiram imediatamente um mandado de captura contra Antônio.
Ela tinha quatro ferimentos pelo corpo.
A pele delicada das costas havia sido rasgada por duas marcas profundas.
Já os cortes no braço e no pulso eram menores e superficiais, nada muito grave.
Como eram apenas ferimentos externos, não houve necessidade de internação.
Depois de limpar as feridas, aplicar pomada, tomar uma injeção anti-inflamatória e receber os remédios prescritos pelo médico, Carolina deixou o hospital.
Era a segunda vez que Antônio a atacava.
Desta vez, ele não poderia simplesmente escapar.
Mesmo que não morresse… Precisava ir para a prisão e pagar pelo que fez.
Mas será que a polícia conseguiria capturá-lo?
E, mesmo que conseguissem, com que acusação poderiam fazê-lo pagar o preço máximo?
Carolina permaneceu mergulhada nesses pensamentos por um longo tempo, até virar a cabeça e olhar para Henrique, que dirigia.
Tanto no hospital quanto agora, ele permanecia em silêncio.
Os lábios apertados.
A linha do maxilar rígida, tensa.
Ao redor dele parecia pairar uma sensação pesada de culpa, quase palpável.
A noite avançava. A temperatura havia caído ainda mais.
O frio era cortante.
Quando chegaram em casa, o aquecedor já estava ligado na sala, espalhando um calor suave. A iluminação era baixa e acolhedora.
Carolina estava sentada no sofá, a cabeça levemente inclinada, olhando para fora pela varanda.
Henrique estava do lado de fora, enfrentando o vento gelado da madrugada enquanto falava ao telefone. Seu rosto estava duro, sério, quase severo.
Carolina não sabia para quem ele estava ligando, nem o que dizia.
A ligação, porém, não durou muito.
Depois de desligar, Henrique apoiou as duas mãos no corrimão e levantou a cabeça para encarar o céu escuro da noite.
Ele claramente não tinha feito nada de errado.
Mesmo assim, sua silhueta alta e firme parecia carregada por um peso enorme, uma sensação de culpa e impotência que dava a impressão de que ele poderia se despedaçar a qualquer momento.
Dentro da sala, o medo que Carolina sentira antes começou aos poucos a se dissipar. A lembrança do que havia acontecido naquela noite já não parecia tão sufocante.
Os minutos foram passando, um após o outro.
Mas Henrique não dava sinal de que iria entrar.
O frio lá fora era intenso.
Carolina não queria que ele continuasse ali.
Ela se levantou e caminhou até a varanda. Apoiou a mão na porta de vidro e, no instante em que ia abri-la…
O celular de Henrique tocou.
A mão dela parou no ar.
Henrique atendeu, levando o telefone ao ouvido. Sua voz soou séria.
— Pegaram?
A pessoa do outro lado disse algo que Carolina não conseguiu ouvir.
Carolina respondeu imediatamente:
— Eu sou advogada. Posso cuidar do processo eu mesma. Não precisa gastar dinheiro contratando outro.
O tom de Henrique ficou mais grave, sério, com um leve traço de autoridade.
— Dinheiro não é problema seu. Vou pedir para o advogado Emerson assumir o caso.
Carolina arregalou os olhos, completamente surpresa.
Emerson Rodrigues?
O lendário advogado criminal?
Aquilo era como usar um canhão para matar uma galinha.
Ele era uma verdadeira lenda no meio jurídico, um nome de peso na advocacia criminal, o pesadelo de qualquer adversário. Sua taxa de vitórias era tão alta que deixava até advogados experientes sem palavras.
Há muito tempo ele já estava acima das disputas comuns por dinheiro ou poder.
Na internet até circulava uma frase famosa:
[Quando o advogado Emerson entra em cena, até o advogado da outra parte pode acabar preso.]
Não era uma piada.
Era respeito, quase temor, pela força absoluta dele nos tribunais.
Pelo visto, Henrique realmente queria destruir Antônio.
Só assim para chamar alguém como He Yong.
E, se alguém do nível de Emerson estava disposto a assumir o caso…
Carolina jamais recusaria.
Porque ninguém mais do que ela queria ver Antônio receber a punição mais severa possível.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...