“Yasmin, eu tive um imprevisto, vou embora agora. Não precisa vir me buscar, aproveite bastante a festa…”
Priscila conteve a raiva dentro de si e só então conseguiu falar de maneira séria. Ela estava quase perdendo o controle.
“O que aconteceu? Sua voz está estranha…” Yasmin fez as contas do tempo e percebeu que o efeito do remédio deveria estar começando.
“N-nada, é só que estou me sentindo com febre!”
Priscila respondeu com a voz rouca, um tom mais baixo do que o normal.
“Vou te levar ao hospital, onde você está?”
“Não precisa, Yasmin, me desculpe, hoje estou muito cansada. Você e o veterano podem ir para casa, outro dia faço questão de me desculpar melhor com vocês!”
“Plim.”
Antes que Priscila terminasse de falar, Reinaldo já havia desligado o telefone.
Ele jogou o celular de Priscila de lado novamente.
Essa mulher… Ter saído hoje para um encontro com Samuel já era demais.
E agora, bem na frente dele, dizia que queria encontrar o veterano sozinha.
Será que ela não tinha juízo?
Ele conhecia muito bem quem era Alvito.
Por trás daquela aparência respeitável, só fazia coisas desprezíveis.
“Estou avisando, fique longe de Alvito!”
A voz gelada de Reinaldo, acompanhada do vento frio que entrava pela janela, fez a temperatura dentro do carro despencar.
Priscila não conteve um arrepio.
“Você não tem nada a ver com isso!”
“Não tenho? Você ao menos sabe quem é Alvito?”
Reinaldo sentiu vontade de abrir a cabeça de Priscila. Será que ela precisava tanto assim de um homem?
“Mesmo que o veterano não seja lá essas coisas, ainda é melhor do que você. De um lado, você noivou com sua noiva, do outro, está pensando em mim…”
Priscila sentiu o corpo cada vez mais quente.
Sua consciência começou a falhar, a visão ficou turva.
Sentou-se sobre ele e começou a se mover, inquieta.
Abaixou-se, segurando aquele rosto bonito com as duas mãos.
“Você é tão bonito… Me ajuda, por favor, me ajuda?”
Sua voz trêmula, quente, sussurrava no ouvido de Reinaldo.
O desejo que Reinaldo havia tentado reprimir voltou à tona com força total.
“Priscila, olhe bem, sou eu, Reinaldo!”
Com a voz rouca e baixa, ele respondeu à provocação de Priscila.
Sua respiração ficou cada vez mais ofegante.
De repente, segurou com força as mãos de Priscila, que acariciavam seu rosto.
Olhou para ela com intensidade.
“Me ajuda, me ajuda!” Ela suplicou a Reinaldo, mordendo suavemente o pomo de Adão dele.
Maldição!

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