Oliver chegou rapidamente até nós e Brianna correu para os braços dele, chorando.
Oliver me olhou com desdém:
— Como você... consegue fazer isso?
— Ela não aceita o divórcio. E nunca aceitará — Brianna disse, aconchegada ao peito dele.
— Brianna ofendeu os meus filhos — falei, tentando não desabar.
— Eu jamais seria capaz de fazer isso, Oli — ela soluçou. — Você sabe o quanto tenho me esforçado para conhecer Zoe e Maicon e ser uma boa madrasta.
— Eu jamais aceitarei você como madrasta dos meus filhos — falei entredentes, tentando não avançar nela, pois corria o risco de Oliver achar que eu realmente estivesse com ciúme.
— Essa escolha não é sua, Jaqueline — Oliver disse.
— Você se engana, Oliver. A partir do momento em que ela ofende os meus filhos, a escolha também é minha. Tente encontrar outra pessoa para ser madrasta de Zoe e Maicon, e juro que ensinarei a ela cada detalhe sobre os meus filhos. Desde que não seja Brianna.
— Por que você age assim comigo, Jaqueline? O amor não é algo que se possa arrancar de uma hora para outra. Oliver e eu sempre nos amamos. E, quando aceitou o pedido de casamento dele, você sabia que o coração de Oliver sempre pertenceu a mim.
Olhei para Oliver, que mantinha os olhos fixos em mim. Eu era a prova viva de que o amor não podia ser arrancado de uma hora para outra... assim como o ódio.
— Você se arrependerá eternamente por escolher Brianna como a pessoa que ficará ao lado dos nossos filhos. Quando finalmente a conhecer de verdade, será tarde demais, porque ela já terá maltratado Zoe e Maicon o suficiente para que eles passem a odiar você.
Oliver deu um passo para o lado, afastando-se de Brianna, como se, ao menos uma vez na vida, sentisse alguma dúvida, por menor que fosse, em relação ao amor da sua vida.
Mas aquilo durou pouco... tanto quanto a dúvida que pareceu atravessar sua mente.
— Quando você descobrir a verdade sobre quem é Adriel Andrade, também se arrependerá, Jaqueline. E será tarde demais.
O médico apareceu no corredor. Caminhei imediatamente em sua direção, sem esperar que chegasse até nós. Quando parei diante dele, Oliver já estava ao meu lado, tão rápido quanto eu.
Fomos encaminhados para uma sala reservada. Meu coração parecia disposto a me abandonar antes da hora.
— E então? — perguntei. — Ele está bem?
— Fisicamente, sim. — O médico olhou primeiro para mim e depois para Oliver. — Fizemos os exames necessários por causa da queda e, felizmente, não encontramos nenhuma lesão. Não houve traumatismo, fratura ou qualquer sinal de que Maicon foi atingido pelo veículo. Ele sofreu apenas algumas escoriações leves devido à queda no asfalto. Nada além disso.

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