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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 42

POV Jaqueline

O clarão do celular continuava iluminando o quarto a cada três minutos. Respirei fundo e, depois de recusar quatorze ligações, atendi, porque sabia que ele não desistiria enquanto não fosse ouvido.

— Oliver, já passou da meia-noite — falei, fingindo uma voz sonolenta.

— Abra a porta.

— Estou dormindo.

— Se estivesse dormindo, não estaria me atendendo, Jaqueline.

— O porteiro não deixará você subir. Vá para casa.

— Eu disse “abra a porta”, Jaqueline. Estou aqui, diante dela.

Dei um salto, assustada. Precisei me conter para não acordar as crianças, que dormiam tranquilamente. Escorreguei por baixo das cobertas e saí da cama sem despertá-las.

Dormir entre Maicon e Zoe era a melhor parte do meu dia. A que eu mais valorizava. E não estava disposta a dividir aquilo com Oliver. Não mais.

Oliver teria uma vida inteira ao lado dos nossos filhos. Eu teria menos de um ano. A guarda compartilhada já não era mais uma opção. Eu entraria com um pedido de guarda, e ele veria as crianças nos finais de semana ou nas datas que estabelecêssemos em comum acordo. Contudo, eu ficaria responsável por tudo o que dissesse respeito a Zoe e Maicon.

Peguei um robe e saí do quarto.

O apartamento de Natália não era muito grande, mas eu ainda não estava acostumada com a disposição das coisas. Isso incluía os interruptores.

Tateei a parede próxima à porta, procurando o interruptor que acendia a luz principal da sala, mas não o encontrei. O máximo que consegui foi localizar o de um pequeno abajur sobre o aparador ao lado da entrada. Acendi-o e uma luz fraca e amarelada se espalhou apenas por parte do ambiente, deixando o restante da sala mergulhado na penumbra.

Abri a porta e deparei-me com Oliver Bianchi, o homem que povoara meus pensamentos e foi o dono do meu coração durante sete anos da minha vida.

Achei que Adriel tivesse ficado péssimo depois do espetáculo que os dois deram, agindo como meninos da sexta série. Mas, naquele momento, descobri que Oliver havia ficado mil vezes pior.

— Quero ver os meus filhos. — Ele entrou sem pedir licença.

Coloquei-me à sua frente:

— Maicon e Zoe estão dormindo. Não vou permitir que você os acorde.

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