Fiquei onde estava, incerto sobre como agir. Desde que Brianna chegara ao país, nosso envolvimento foi de mal a pior. Nunca chegou a ser algo concreto e, ainda assim, conseguiu ficar cada vez mais distante.
Maikele afastou-se um pouco para que eu me aproximasse. Dei apenas alguns passos e parei ao lado da cama, com as mãos nos bolsos, incerto sobre como agir:
— Como... você se sente? — perguntei, sem ter a mínima ideia do que falar.
— Péssima — ela respondeu.
Sua voz estava fraca, rouca e arrastada:
— Você me usou, Oliver.
— Brianna, este não é o momento...
Realmente não era. Eu sabia que precisávamos conversar seriamente, mais uma vez, porém ela não estava em condições de ter aquela conversa naquele instante.
— Quando será o momento? — perguntou, respirando com dificuldade. — Quando eu sair daqui e você estiver com Jaqueline?
Maikele olhou para mim, mas não disse nada. Brianna fechou os olhos por alguns segundos, como se precisasse reunir forças para continuar.
— Mãe, ele terminou comigo... e eu não aguentei. Oliver me enganou. Prometeu que retomaríamos a nossa vida e fez com que eu acreditasse que ainda me amava.
— Eu realmente acreditava nisso quando você voltou — expliquei. — Mas percebi que estava errado. Continuar mentindo seria ainda pior.
— Olha o que os filhos dele fizeram comigo! — Brianna tocou os cabelos com a mão trêmula. — Fui humilhada dentro da casa dele. E Oliver não fez nada para me defender.
— Eles são crianças, Brianna. O que fizeram foi errado, mas eu chamei a atenção deles e isso é o suficiente.
— Ainda assim, estou disposta a perdoá-lo, Oliver. Porque eu te amo.


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