Uma mulher apareceu na sala de espera. Era alta, magra e de aparência jovial. Reconheci imediatamente a voz firme que havia escutado pelo telefone:
— Como está Brianna?
— Maikele?
— Vejo que ao menos prestou atenção quando me apresentei.
— Foi você quem me ligou.
— É claro que fui eu. O hospital entrou em contato comigo e, assim que descobri o que aconteceu, liguei para você. Imaginei que tivesse o direito de saber o que sua decisão causou à minha filha.
Então era por isso que ela havia exigido que eu fosse até ali sem explicar nada. Não queria apenas que eu soubesse. Queria que eu visse.
— Ela está estável — respondi. — O médico disse que ainda precisa ser monitorada.
— Estável não significa bem, Oliver.
— Eu sei.
Maikele me analisou da cabeça aos pés, sem esconder a reprovação. Havia sete anos, aquela mulher apareceu na vida da filha e a levou embora. Na época, eu a odiei por isso. Durante anos, considerei-a responsável por destruir o futuro que eu havia planejado com Brianna.
Naquele momento, porém, eu era grato. Grato por ela ter levado Brianna e por eu ter pedido Jack em casamento. Foi através daquele casamento destruído que tive Zoe e Maicon, as duas pessoas mais importantes da minha vida. Sem meus filhos, eu jamais teria conhecido o que era o amor de verdade.
— Você não parece muito preocupado — Maikele disse.
— Estou aqui, não estou?
— Porque eu mandei que viesse.

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