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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 209

Respirei fundo, tentando manter a calma. Minha mãe estava fazendo minha cabeça dar um nó. Eu tinha que simplesmente aceitar que Oliver não possuía obrigação alguma comigo. Estávamos divorciados. Ele não precisava atender às ligações da minha mãe. Tampouco tinha que se importar com qualquer coisa relacionada a mim.

Nossa ligação depois do divórcio existia somente por causa dos nossos filhos. E eu já tinha sofrido por tempo demais por Oliver. Continuar sofrendo por ele mesmo depois de divorciada fazia com que eu pensasse que, não importava o que acontecesse nem quanto tempo passasse, ele sempre seria a parte ruim da minha vida. A parte que mais doía. E a que talvez doesse até o fim.

Olhei para minha mãe. Ela havia dito que falaríamos sobre coisas boas. Também já definira que falar sobre Oliver era algo ruim, embora tivesse feito inúmeras ligações para ele com a intenção de responsabilizá-lo pelo meu desmaio.

No entanto, quem me ofendeu antes que eu perdesse a consciência foi ela. Eu não poderia entrar na conversa da minha mãe, como quase fiz, e permitir que ela transferisse a própria culpa para Oliver.

— Qual é a coisa boa, mãe? — Ergui a cabeça e a encarei, realmente curiosa.

— Seu irmão está melhor. — Ela sorriu. — Johnny está bem. Fiquei tão preocupada, Jack.

Mordi o lábio, sentindo a dor provocada por cada uma daquelas palavras. E não foi por saber que Johnny estava bem. Eu realmente não desejava que ele morresse.

Doeu porque me certifiquei, mais uma vez, de que eu não significava absolutamente nada. Nem mesmo meu desmaio foi suficiente para fazer minha mãe se preocupar comigo.

— Fico feliz que Johnny esteja bem.

Eu realmente estava feliz por meu irmão estar melhor. E ainda mais porque, em breve, os três voltariam a ser aquela família remendada da qual eu não queria mais fazer parte.

Aliás, deixei de fazer parte daquilo quando aceitei o pedido de casamento de Oliver e abandonei aquela casa. Ainda assim, continuaram me usando, não apenas por questões financeiras, mas também por acreditarem que eu tinha obrigações como filha e irmã.

— Você... vai denunciar Oliver, não é mesmo? — ela quis saber.

— Sim, eu vou.

Minha mãe suspirou aliviada e, finalmente, pegou minha mão:

— Graças a Deus.

Retirei minha mão da dela e disse:

— Denunciarei Oliver assim que você devolver todo o dinheiro que aceitou dele. E quando pagar pelo carro que Johnny roubou.

Ela ficou me olhando, apavorada. Certamente não esperava aquela atitude da minha parte.

— Pague Oliver — prossegui. — Quite toda a dívida que tem com ele, e eu farei o que deseja, mãe.

Um longo silêncio pairou no quarto. Minha mãe continuou me encarando, sem saber como responder. Talvez esperasse que eu cedesse, como fiz durante toda a minha vida. Mas aquela Jack já não existia.

— E eu não quero mais que você mencione o nome do meu filho.

Ela estreitou os olhos:

— Eu só falei sobre Maicon num momento de pressão, minha filha.

Olhei para minha bolsa, que estava sobre a poltrona, e pedi que ela a alcançasse. Peguei meu telefone, liguei para Natália e pedi que viesse me buscar.

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