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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 203

— A partir de qual momento, Oliver? Porque, se tivesse tocado em Jaqueline quinze anos atrás, teria sido preso por pedofilia.

Abri os olhos e o encarei:

— Eu queria voltar sete anos no tempo — confessei. — Para o momento em que a pedi em casamento.

— Você não faria o pedido? Desistiria de entregar aquele anel a alguém?

Respirei fundo. Pensei em Jack aos dezoito anos, olhando para mim como se tivesse recebido tudo o que desejara durante a vida. Pensei em como aceitei aquele sorriso sabendo que não possuía sentimento algum para oferecer em troca.

— Eu ainda entregaria o anel a ela, Niko. Entregaria duas, três ou quatro vezes. Mas, em cada uma delas, tentaria fazer diferente.

Talvez eu não a pedisse em casamento pelos mesmos motivos. Talvez primeiro a convidasse para sair, tentasse conhecê-la e descobrir se poderíamos construir algo que não tivesse começado como parte da minha vingança. Mas, se eu pudesse voltar, ainda escolheria Jack.

— Número seis — Niko prosseguiu. — Entrem em um bar no qual jamais entrariam. Escolham um lugar que não combine com nenhum de vocês e vivam uma primeira vez juntos.

— Tudo até agora envolve primeiras vezes — expliquei. — Jack e eu não fizemos nada disso enquanto estávamos casados.

Niko permaneceu em silêncio por alguns segundos. Pela primeira vez desde que aquela conversa começou, não fez nenhuma piada. Talvez até ele finalmente tivesse percebido que nosso casamento fora ainda mais vazio do que imaginava.

— Número sete: escolham um hotel na cidade. Pode ser um lugar próximo. Coloquem os celulares no silencioso e esqueçam que o restante do mundo existe. E não se esqueçam do café da manhã no dia seguinte.

— Café da manhã de hotel... É uma das melhores coisas que existe.

Niko sorriu:

— Enfim, alguma sugestão de que você gostou.

— Sim, gostei. Pelo menos nos meus sonhos. Conseguir levar Jack para o hotel já é outra história.

Depois de ela ter dormido com Adriel, eu nem sabia se algum dia ela permitiria que eu me aproximasse daquela forma. Ainda assim, imaginar Jack comigo dentro de um quarto de hotel foi suficiente para fazer minha cabeça esquecer, por alguns segundos, que Niko continuava ali.

— E o número oito — ele anunciou. — Escolham um presente um para o outro. Não pode ser caro. Precisa ser alguma coisa simples que você veja e imediatamente pense nela, e que ela possa olhar e pensar em você.

— Comprei um conjunto da Maison Montrelli para ela.

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