— E o que acontecerá quando ele vender tudo novamente?
Minha mãe não respondeu. Talvez porque nós duas já soubéssemos a resposta. Oliver poderia comprar aquela casa inteira outra vez e, ainda assim, Johnny encontraria uma maneira de transformar tudo em droga.
Eu permaneci em silêncio por alguns segundos, porque já não havia o que dizer. Talvez aquela conversa devesse doer mais. Mas eu carregava dores muito maiores do que aquela. O meu coração estava falhando, meu tempo estava acabando e eu precisava pensar no futuro de meus filhos. Não podia continuar tentando salvar pessoas que não desejavam ser salvas.
— Não me julgue — ela pediu. — Você também é mãe.
— E meus filhos nunca roubarão da própria mãe.
— E se eles forem agressivos como o pai? Se Maicon algum dia bater em alguém da família, você ainda dará razão a ele?
— Não. Eu jamais daria razão a um filho meu por machucar alguém. Mas tenho certeza de que Maicon nunca faria isso. Porque meu filho tem princípios, valores e uma família que sempre lhe ensinou a diferença entre o certo e o errado.
— Você não está livre disso, Jack.
— Está rogando uma praga para mim, mãe?
— Eu também ensinei a você e a Johnny o que era certo e errado. Fiz exatamente o mesmo com os dois.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu