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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 171

Ele começou a andar de um lado para o outro, ansioso. Passava as mãos pelos cabelos, coçava os braços e olhava repetidamente na direção da porta, como se esperasse que alguém surgisse a qualquer momento para cobrar aquela dívida.

— Posso pagar uma boa clínica de reabilitação para você, Johnny. Uma das melhores. Você terá médicos, tratamento e tudo de que precisar para sair dessa situação.

Ele se aproximou de mim e estendeu a mão:

— Então me dê o dinheiro, que eu mesmo pago.

Perguntei-me se algum dia aquele filho da puta havia colocado as mãos em Jack. A simples possibilidade fez meu sangue ferver. Empurrei-o com força, e Johnny caiu sobre o sofá.

— Se você não for por bem, eu o levarei por mal, mesmo contra sua vontade. Está na hora de aprender a ser homem e assumir as consequências das próprias escolhas.

— Como você? — Ele riu, com escárnio, enquanto tentava se levantar. — Acha que é mais homem do que eu só porque é rico?

Johnny conseguiu se levantar com dificuldade e tentou me empurrar. Mas não conseguiu me mover um único milímetro. Estava tão dopado e debilitado que não possuía força nem para manter o próprio corpo firme.

— Esse dinheiro não fará falta alguma para você — disse, com a voz saindo com dificuldade e o corpo mal conseguindo permanecer de pé. — Então me dê qualquer quantia. Para você, não significa nada.

— Não. Para mim, talvez não signifique nada. Mas, nas suas mãos, significa mais droga e mais uma oportunidade de você atacar sua própria mãe.

Johnny deu um passo para trás e riu, apontando o dedo para mim:

— Eu conheço gente perigosa...

— Pessoas para quem você deve dinheiro — completei. — Ou seja, é um verdadeiro milagre ainda estar vivo.

— Eu não tenho dinheiro para pagar a eles... mas posso dizer onde encontrar alguém que tem.

Gelei por dentro. Como aquele filho da puta, naquele estado, conseguia articular um pensamento daqueles? Toda a confusão em seu olhar desapareceu por alguns segundos, dando lugar a uma frieza que me fez perceber que Johnny talvez não estivesse tão perdido quanto fingia.

— Você não quer me dar por bem... então vou ter que obrigá-lo a me dar por mal — disse, parafraseando aquilo que eu havia falado.

— Pelo visto, você se faz de otário para que sua mãe tenha pena. Mas sabe muito bem o que está fazendo quando quer conseguir alguma coisa.

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