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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 143

— Jack, você desmaiou.

— Onde... você me encontrou? Quem avisou que eu tinha desmaiado? — perguntei.

— Eu percebi que você estava demorando demais. Então fui procurá-la. Como você não voltava, decidi entrar no banheiro e a encontrei caída no chão.

Quanto tempo eu tinha ficado desacordada? Parecia que os períodos de inconsciência estavam ficando cada vez maiores. E o médico já havia me alertado sobre aquilo. Ou seja, a doença realmente avançava depressa.

Meu coração perderia, aos poucos, a capacidade de manter um ritmo regular. As arritmias se tornariam cada vez mais frequentes, os desmaios durariam mais tempo e chegaria o momento em que os medicamentos já não conseguiriam controlar os sintomas. Eu sentiria mais cansaço, falta de ar e dores no peito, até que uma daquelas crises fosse forte demais e meu coração simplesmente parasse de bater.

Eu só não sabia quando aquilo aconteceria. Poderia ser dali a alguns meses, algumas semanas ou até mesmo no dia seguinte. A cada vez que perdia a consciência, existia a possibilidade real de eu não abrir os olhos novamente.

Peguei meu celular. Eu precisava ligar imediatamente para Zoe e Maicon. Senti meu mundo desabar quando percebi que o aparelho estava sem bateria.

— Preciso carregar o meu celular.

— Faremos isso depois que um médico examinar você.

— Leve-me para casa — pedi.

— Não.

— Por favor... — tentei manter a calma.

— Jack, você precisa entender... o que aconteceu foi...

— Eu já disse que quero ir para casa, porra! — gritei.

Adriel me olhou, completamente atordoado. Até eu mesma me assustei com a forma como agi.

Ele parou o carro no acostamento e segurou a minha mão:

— Acalme-se, Jack.

Abaixei a cabeça, envergonhada pelo que tinha acabado de fazer.

— Respire devagar...

— Estou bem... Eu só quero...

Hipoglicemia (III) 1

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