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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 126

— Eu não quero morar em uma cobertura — confessei. — Não acho que Zoe e Maicon conseguiriam se adaptar. Eles sempre viveram numa casa... com um pátio enorme onde podem brincar.

— É simples: mantenha também a sua casa.

— Acha mesmo que eu daria conta de morar em duas casas? — Eu ri. — Mal consigo aparecer em uma delas.

— Isso é importante para mim, Oli.

Eu a encarei. Talvez estivesse sendo ríspido demais com Brianna nos últimos dias. E enxergando problemas onde, na verdade, não existiam.

— Tudo bem... assim que eu tiver algum tempo, iremos conhecer a cobertura. Porém, se eu não gostar dela, procurarei uma casa.

— Combinado — ela disse, sorrindo. — Mas se lembre de uma coisa, Oli: eu deixei a minha casa e o meu país... por você. Então leve isso em consideração quando for tomar uma decisão.

— Eu não obriguei você a vir.

— Mas me convidou. E eu vim. Também acho que você não se lembra de que, se Jaqueline não tivesse pedido o divórcio, seria você quem pediria.

Passei uma das mãos pelo rosto, atordoado. Depois olhei para a outra, imobilizada. Eu estava um verdadeiro caos. Quando entre na Diamond naquela manhã, todos me observavam como se eu tivesse participado de uma briga e levado a pior.

O mais irônico era que Jaziel não havia acertado um único golpe em mim. Mesmo assim, ele estava internado e eu parecia ter apanhado dele, dos seguranças que ele não tinha, de Anabelle, Johnny e todos os traficantes da lista dele.

— Quero usar o presente que você me deu esta noite — ela disse.

— Que presente?

— O jantar naquele restaurante três estrelas Michelin.

— As crianças não gostam do tipo de comida que servem naquele lugar.

— Isso acontece porque não é um lugar feito para crianças.

— Mas eu estou com eles hoje.

— Deixe-os na creche que você criou para elas dentro da Diamond.

— Isso foi uma ironia?

— Não... foi apenas sinceridade.

Fiquei olhando para Brianna, incrédulo.

— Ou você realmente acha correto montar uma creche dentro de uma multinacional?

— A empresa é minha, e faço nela o que bem entender — respondi, levantando-me e tentando sair dali.

Brianna deu a volta na mesa e parou bem na minha frente:

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