No escritório do Grupo Cardoso.
Enzo entrou carregando uma caixa de presente. Bastava uma olhada para perceber que era algo extremamente luxuoso.
— Senhor, os vestidos da senhora Isabela ficaram prontos. Quer que eu mande alguém entregar agora?
Sérgio olhou para a caixa.
— Deixe aí. Daqui a pouco eu mesmo levo.
Ao dizer isso, baixou os olhos para o relógio no pulso.
Se fosse agora à mansão da família Pereira para almoçar com ela, ainda chegaria a tempo.
Enzo assentiu, colocou a caixa sobre a mesa e acrescentou:
— O senhor Cristiano acabou de sair, mas ainda não foi embora.
— Não ligue para ele.
A voz de Sérgio ficou fria de um jeito incomum ao mencionar Cristiano.
— Sim. Ninguém ligou.
Antes, sempre que Cristiano aparecia na empresa, todos no Grupo Cardoso o tratavam com enorme respeito.
Qualquer um que o visse precisava cumprimentá-lo com deferência, chamando-o de senhor Cristiano.
Agora, ninguém estava disposto sequer a lhe dar atenção.
Só de pensar no que Sérgio sentia por Isabela, Enzo não conseguiu conter um suspiro.
— Também não faço ideia de quando a senhora Isabela vai finalmente romper de vez com o senhor Cristiano.
Ao ouvir aquelas palavras, uma sombra profunda atravessou os olhos de Sérgio.
Naquela escuridão, havia um claro traço de desagrado.
Era óbvio que ele também esperava que Isabela e Cristiano terminassem logo, de uma vez por todas.
Lembrando-se da pergunta que Cristiano fizera pouco antes, Sérgio ergueu o canto dos lábios em um leve sorriso.
— Está perto.
Cristiano já havia começado a fazer aquele tipo de pergunta.
Isso significava que, entre ele e Isabela, tudo também estava prestes a chegar ao fim.
Ao ouvir a resposta de Sérgio, Enzo pôde imaginar em que ponto exatamente estavam as coisas entre Cristiano e Isabela.
Afinal, durante todo aquele tempo, ele permanecera ao lado de Sérgio e, naturalmente, também conhecia alguns dos conflitos entre os dois.
— Vendo por esse lado, o senhor Cristiano ainda sente alguma coisa por ela. — Enzo comentou.
Não.
Não era apenas alguma coisa.
Era muita coisa.
Afinal, para se casar com Isabela naquela época, ele havia travado uma verdadeira batalha.
Todos foram contra a relação dos dois. E ele, sozinho, suportou toda a pressão.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...