A expressão de Beatriz mudou e, por instinto, ela correu em direção à escada.
Mas tudo aconteceu muito rápido. Assim que ela chegou, Lorena já havia caído pesadamente aos seus pés.
Ela estava encolhida no chão, tremendo de dor. Seu rosto empalideceu instantaneamente, a testa coberta de suor. Um gemido contido escapou de seus lábios, e o tornozelo estava torcido em um ângulo anormal.
Beatriz engoliu o pânico, abaixou-se rapidamente para segurá-la e falou com a voz calma.
— Não se mexa. Não toque no machucado.
Ela virou a cabeça e ordenou em voz baixa para Eduarda Silva, que estava atrás dela:
— Ligue para a emergência agora, chame uma ambulância! Avise o hotel para fechar todas as saídas imediatamente. Não deixem passar ninguém suspeito!
Eduarda assentiu.
— Vou agora mesmo.
Observando a cena escondida no escuro, Bianca curvou os lábios levemente.
Aquele era o fim de quem ousava roubar o patrocínio dela!
Ela se afastou silenciosamente para se encontrar com Sabrina.
Planejava ir embora pelo estacionamento, mas foi impedida pela segurança.
— Desculpe, o hotel foi fechado temporariamente. Ninguém pode sair por enquanto!
As mãos de Sabrina apertaram o volante. Ela olhou para Bianca em pânico.
— Olhem bem para mim. Como ousam me parar? — Ela tirou os óculos escuros, revelando o rosto.
— Não importa quem seja. Ninguém sai até a verificação acabar.
A segurança foi firme e inflexível.
Bianca só pôde mandar que ela desse a ré.
— Bianca, e agora?!
— Ninguém te viu, né?
— Não...
— Então do que você tem medo? Se ela caiu, foi porque foi descuidada. O que isso tem a ver com você?
Lorena se machucou e não conseguiria assinar o contrato. Se ela lutasse por isso, o cargo de embaixadora seria dela.
Bianca a encarou de soslaio.
— Por que está nervosa? Não deixe rastros, senão eu não vou poder te ajudar.

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