Homens, amor... Na sua idade, ela já tinha superado isso.
Gustavo franziu a testa.
— Fale algo que eu possa entender.
Elena se levantou.
— Já está quase na hora. Preciso descer.
Ele observou as costas dela enquanto ela se afastava. A silhueta bem delineada exibia curvas acentuadas. Ao lembrar da sensação daquela noite, sentiu uma tensão no baixo ventre.
O olhar de Gustavo escureceu e ele se levantou.
— Eu também vou descer. Venho te procurar mais tarde.
Dito isso, saiu apressado atrás dela.
Na escada, ele bloqueou o caminho da mulher.
— Elena, vamos conversar.
— Sr. Lacerda, me chame de Elena. E nós não temos nada para conversar.
Gustavo ergueu uma sobrancelha.
— Você dormiu comigo e não vai me dar uma explicação?
— Foi consensual. Que explicação o Sr. Lacerda quer? — Elena cruzou os braços, erguendo o queixo. — Não foi a primeira vez de nenhum dos dois. Vai se fazer de inocente agora?
— Ah! — Gustavo riu. — A experiência daquela noite foi boa. Você consideraria ter algo a longo prazo comigo?
— Não tenho interesse. Esse seu porte físico, Sr. Lacerda... — O olhar dela desceu lentamente, e ela sorriu. — Realmente não me atrai.
O rosto de Gustavo escureceu. Essa mulher estava dizendo que ele não dava conta.
De repente, ele estendeu a mão e a puxou com força. Pega de surpresa, Elena bateu direto contra o peito dele.
Ao recuperar os sentidos, ela apressadamente tentou empurrá-lo, mas foi presa pelos braços firmes dele, sem conseguir se soltar.
— Gustavo Lacerda, o que você está fazendo?!
Ele continha agressividade e provocação no olhar. Riu baixo, com um tom perigoso e rouco.
— É a primeira vez que alguém tem a coragem de me dizer isso. Que tal acharmos um lugar para tentarmos de novo?

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