Beatriz corou: — Uhum, onde estão minhas roupas?
Ela tinha olhado em volta e não viu as roupas que usou na noite anterior.
— Pedi para a diarista lavar.
— Então o que eu vou vestir?
— Vá escolher no armário.
Beatriz ficou atordoada por um momento, virou-se e foi até o closet.
O armário estava cheio de roupas de outono da nova coleção, e as etiquetas ainda não tinham sido tiradas.
Seus olhos amendoados piscaram com um pingo de surpresa: — Quando você preparou isso?
— Semana passada.
— Você não estava com medo de que eu não viesse morar aqui?
— Você é minha. Se não viesse morar aqui, onde queria morar?
Theo estava de bom humor: — Desça para comer alguma coisa. Ao meio-dia, pedirei a alguém para buscar sua bagagem na Casa dos Cavalcante.
— Eu vou voltar para buscar. Ainda não contei ao meu pai sobre morarmos juntos.
Ela apenas disse que ia se mudar para morar sozinha.
— Medo que o Sr. Cavalcante não concorde?
— Os pensamentos do meu pai são mais conservadores. Ele não aceita muito bem morar junto antes do casamento...
— Então, depois do noivado, ele deverá concordar, né?
— Hã?
— Vamos arranjar um tempo para as duas famílias sentarem e jantarem juntas, para discutir sobre nosso noivado. Ou você prefere ir direto ao ponto e casar logo?
Beatriz congelou e respondeu apressada: — Não há pressa, vamos devagar.
Ela e Theo tinham acabado de se conhecer. Embora tivessem uma boa impressão um do outro, não havia base emocional. Era melhor passar mais tempo se adaptando.
Casamento era o evento de uma vida inteira e exigia muita cautela.
— Não quer casar comigo? — Theo encostou-se no sofá, com os olhos escuros.
— Não é isso, é que quero cultivar mais sentimentos com o Sr. Hoffman...
Ela sempre demorava a se apegar. Se Melissa não tivesse armado para ela, ela e Theo não teriam se envolvido tão rápido.
Theo ergueu os lábios. A garota queria cultivar sentimentos, então ele a acompanharia e cultivaria aos poucos.

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