O sangue dentro do corpo voltou a ferver.
Parecia que fazia muito, muito tempo desde a última vez em que ele sentira esse impulso de matar.
“Gu, Gu?”
A voz familiar da mulher, semelhante a um riacho fresco, extinguiu a chama que acabara de se acender no coração de Gustavo.
Também o fez recobrar a consciência de imediato.
Verônica olhou para Gustavo. “No que está pensando, tão distraído?”
Só então Gustavo percebeu que Gerson e Maria já não estavam mais ali.
Gerson havia saído, enquanto Maria se ausentara para acompanhá-lo.
Gustavo respondeu: “... Não é nada.”
Verônica disse: “Ontem conversei um pouco com o Sr. Ferreira sobre o seu problema de insônia.
O Sr. Ferreira disse que a sua insônia provavelmente tinha origem psicológica...”
Verônica ponderou as palavras. “Se for possível resolver a questão psicológica, sua insônia provavelmente será curada.”
Embora a abordagem de Verônica fosse mais amena, quando André conversara com ela, fora direto ao ponto.
Na ocasião, André dissera assim:
“Esse rapaz tem sérios problemas psicológicos. Eu sei tratar doenças, mas não sou especialista em transtornos mentais.”
Verônica prometera que tentaria encontrar uma forma de tratar a insônia de Gustavo.
Na verdade, ela também suspeitava que o verdadeiro motivo pelo qual Gustavo aceitara permanecer ao lado dela era justamente o desejo de curar essa doença.
Durante esse período, Verônica pesquisara sobre o tema.
A musicoterapia, de fato, era um dos métodos eficazes para tratar a insônia.
No entanto...
Verônica baixou os olhos para as próprias mãos, e uma sutil tristeza passou por seu olhar.
Ela não podia mais tocar violino.
O ódio, escondido no fundo de seu coração, surgiu silenciosamente e logo transbordou em sua alma.
Nunca antes sentira tanto ódio por alguém.
Nem mesmo por Raulino, nem por Joana.
As longas pestanas de Gustavo estremeceram levemente. “E você?”
Gustavo raramente falava sobre seu passado.
Mesmo após “recuperar a memória”, dificilmente mencionava algo sobre si mesmo.
Até hoje, além de seu nome, quase nada se sabia a seu respeito.
Na maioria das vezes, ele parecia um espectador silencioso.
Acontecesse o que acontecesse, ele sempre mantinha a calma, jamais se descompunha.
Maria era muito curiosa sobre o passado de Gustavo.
Naturalmente, Verônica também.
Mas, para assuntos que os outros não queriam abordar, Verônica nunca insistia.
Verônica respondeu: “Eu? Meu passado não é exatamente um segredo. Se não fosse pela Joana, talvez eu realmente tivesse me enterrado no túmulo do casamento.
Olhando por outro ângulo, devo agradecer à Joana, pois ela me permitiu experimentar outra vida.”
De repente, Gustavo perguntou: “E você já pensou em se envolver novamente em um relacionamento?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Ficou Incrível Após o Divórcio
O capítulo 538 não consigo desbloquear, pois quando tento consta erro. Como devo fazer?...