Sabrina Silva saiu do prédio e viu o carro de Antônio Jordão estacionado à beira da rua. Ela olhou em volta e, como não havia ninguém por perto, abriu a porta do carro e entrou rapidamente.
Parecia que estava prestes a cometer uma traição, não a ir a um jantar de negócios.
Assim que ela se sentou, Cael Castro, no banco da frente, deu partida no carro. Antônio Jordão continuou folheando lentamente a revista em suas mãos, sem sequer levantar a cabeça durante todo o tempo.
O clima no carro estava meio estranho. Ela não pôde evitar de roubar alguns olhares para ele e, depois de ponderar, disse:
— Sr. Jordão, hum... Eu vim trabalhar no Grupo Zenith sem nenhum segundo objetivo e não vou contar a ninguém sobre a nossa relação. Pode ficar tranquilo.
Antônio Jordão levantou lentamente a cabeça e lançou-lhe um olhar de soslaio. Ela pensou que ele fosse dizer "Ainda bem que você sabe" ou "Mulheres inteligentes são as mais adoráveis", ou algo parecido.
Mas, para sua surpresa, ele deu uma olhada e abaixou a cabeça de novo, voltando à revista, sem dizer um simples "Hum" ou "Ah".
Após ser ignorada dessa maneira, ela esfregou o rosto tenso devido ao sorriso envergonhado e pegou o celular para mexer no Weibo, entediada.
Mal tinha desbloqueado o telefone quando ouviu a voz profunda de Antônio Jordão:
— Foi ideia do Sérgio Silva?
Ela queria dizer que não, mas, com a inteligência de Antônio Jordão, ele nunca acreditaria que ela tinha ido trabalhar no Grupo Zenith sem motivo.
Ela disse francamente:
— Sim.
Antônio Jordão soltou um leve "Hã", que não parecia zombaria nem sarcasmo, mas soou de uma forma que feriu os ouvidos.
O carro parou em frente ao hotel. Sabrina Silva desceu do carro primeiro e contornou para abrir a porta para Antônio Jordão.
Ao descer, Antônio Jordão cravou o olhar nela e disse com um significado profundo:
— Não me decepcione.
Antes mesmo que ela pudesse pensar no significado das palavras dele, ele já havia se dirigido ao hotel com passos rápidos. Ela se apressou em fechar a porta do carro e seguiu atrás dele.

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