Enquanto ela estava sem saber o que fazer, Renato Zarco avançou de repente. Ele a agarrou pelo pulso e, ignorando a presença de outras pessoas no camarote VIP, jogou-a com força no sofá. Lançando-se sobre ela, começou a rasgar suas roupas.
Pálida de pavor, ela se debateu desesperadamente, chutando longe os sapatos de salto alto em meio à confusão.
Uma onda de desespero tomou conta de seu coração, mas, naquele exato instante, a porta do camarote foi aberta e alguém exclamou:
— Sr. Jordão.
Renato, que estava com o rosto enfiado no pescoço de Sabrina Silva, parou ao ouvir a voz. Sabrina também escutou e virou o rosto na direção da porta.
O homem parado na entrada vestia um terno impecável, com uma das mãos enfiada no bolso da calça. Seu rosto de traços rígidos não demonstrava emoção alguma, e o olhar era frio e insondável.
Sua figura alta e imponente, parada à porta, exalava uma aura de opressão sutil, fazendo com que as pessoas que antes riam e assistiam à cena no camarote se calassem subitamente.
Logo atrás de Antônio Jordão, estava Cael Castro.
Quando Cael viu claramente que a pessoa debaixo de Renato era Sabrina, ficou boquiaberto e engasgou de susto.
Alguém se levantou para recebê-lo com um sorriso de orelha a orelha:
— Sr. Jordão, que bom que chegou.
Antônio apenas murmurou uma confirmação desinteressada. Seu olhar passou pelo homem à sua frente e pousou diretamente na cena indiscreta que se desenrolava no sofá.
Ao ser fitado de relance por Antônio, Renato sentiu um calafrio inexplicável percorrer a espinha.
Ele soltou Sabrina e se levantou. Quando estava prestes a cumprimentar Antônio, alguém esbarrou nele, fazendo-o cambalear. Teve que se apoiar no sofá para não cair.
Sabrina agarrou as roupas rasgadas, empurrou Renato e correu descalça até Antônio. Seus olhos límpidos transbordavam pânico e medo.

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