Ela olhou fixamente nos olhos dele, sem entender o motivo de ele parecer ter sofrido um golpe tão devastador:
— Cunhado, você não deveria estar feliz por mim?
— Feliz? — Gustavo sorriu com autodepreciação, a luz amarelada do poste sendo incapaz de ocultar seu rosto tão pálido quanto a geada. — Quando isso aconteceu?
— Há dois dias. — Ela o olhava com suspeita. Naquela noite, ele parecia diferente, e aqueles olhos mostravam uma dor profunda.
As palavras dela desmoronaram completamente o homem à sua frente. Ele cambaleou um passo para trás, as costas se apoiando no próprio carro, e o rosto ainda mais branco do que antes:
— Você...
O coração dele latejava de dor, e seus pulmões se contorciam, impedindo-o de respirar, como se ele estivesse sendo rasgado em pedaços lentamente.
— Você andou bebendo? — Se não, como explicaria um comportamento tão fora do normal?
Gustavo se aproximou bruscamente, segurou-a pelos ombros, com uma fúria reprimida transbordando nos olhos negros:
— Por que... por que não esperou só mais um pouco?
Ela o olhou perplexa:
— O quê?
Ele a abraçou de repente, a voz rouca cheia de tremores, carregada de uma tristeza dolorosa que parecia contagiar toda a noite:
— Sabri, como você pôde... como você pôde...
A voz dele estava tão engasgada que chegava a falhar, e ele não conseguia terminar de falar.
Sabrina ficou completamente confusa:

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