Antônio e Cael foram ao canteiro de obras, enquanto Sabrina aproveitava para voltar a dormir em um dos quartos da suíte presidencial.
Ela acordou antes das dez e meia e se lembrou de que, antes de sair, Antônio havia pedido para ela fazer o jantar. Isso significava que não voltariam para o almoço?
Se ele não estava acostumado com a comida de Porto Real, o que iria almoçar?
O pensamento lhe causava dor de cabeça. Não só tinha o trabalho de uma babá, mas agora também sofria das preocupações de uma.
Ela pegou a chave do quarto, foi ao supermercado comprar comida e preparou tudo rapidamente. Depois de comer, viu que já estava quase na hora. Sem tempo para lavar a louça, guardou a comida para os dois em uma lancheira térmica e saiu do quarto.
Ela pegou um táxi e chegou ao canteiro de obras exatamente ao meio-dia.
O Supervisor Leandro, tendo recebido a ordem de Antônio, ia pedir a comida. Assim que saiu da área de segurança, viu Sabrina e disse educadamente:
— Assistente Silva, o que faz aqui?
Tendo se conhecido na noite anterior, Sabrina reconheceu-o. Ela respondeu calmamente:
— A comida de Porto Real é um tanto doce, o Sr. Jordão não está acostumado, então trouxe comida para ele.
A atitude do Supervisor Leandro não foi bajuladora nem excessivamente calorosa, apenas na medida certa:
— O Sr. Jordão ainda está na obra. Entre e siga sempre em frente. Se não conseguir achar, pergunte a alguém.
Ela respondeu num tom calmo e suave:
— Obrigada, Supervisor Leandro.
Com um sorriso educado, o Supervisor Leandro disse:
— Tenha cuidado lá dentro.
Ela agradeceu com polidez e, carregando a marmita, entrou na área da obra. Antes mesmo de se aproximar, já podia ouvir o barulho ensurdecedor das máquinas e os guindastes içando materiais.

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