Ao chegarem ao térreo, as pessoas no elevador saíram uma a uma, sendo Sabrina e Antônio Jordão os últimos a sair.
Antônio inclinou-se perto dela, os lábios finos e frios quase encostando no ouvido dela, falando lentamente:
— Seduzindo-me na frente de tantas pessoas?
A súbita aproximação dele pegou Sabrina desprevenida. Ela se assustou por um momento, então corou, encarando-o com seus olhos límpidos.
— Você obviamente sentiu que eu estava escrevendo.
O homem que normalmente era sério e distante agora tinha vontade de provocá-la, dizendo com cara de inocente:
— Eu só senti que você estava me acariciando na frente de todo mundo.
Embora não houvesse ninguém no saguão e ninguém estivesse vendo, o rostinho de Sabrina continuava rubro.
— O que eu escrevi foi obrigada! Obrigada!
Antônio olhou para as bochechas avermelhadas dela, e o fundo de seus olhos profundos era calmo:
— É mesmo? Não senti isso.
Sabrina: "..."
Ao lado do hotel havia um grande supermercado. Os dois entraram, e Sabrina ficou o tempo todo seguindo Antônio.
Os dois deram uma volta no supermercado, com Sabrina seguindo-o distraidamente.
Quando ele parou de repente, em meio à sua distração, ela quase bateu nas costas dele.
Ele parecia já ter previsto; deu um passo para o lado, e só assim ela conseguiu escapar da colisão.
Antônio virou-se para encará-la:
— Vá pegar o que você tem que comprar.
Com o seu rostinho sereno e calmo, ela respondeu:
— Eu não tenho nada para comprar.
Eles já tinham dado uma volta pelo supermercado inteiro, e o olhar dela de vez em quando se voltava para a seção de produtos femininos. Ele não era cego:
— Vá logo.

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