Ela já era bastante jovem e todo o seu corpo era esguio, quase como se só tivesse ossos. O traje de trabalho rigoroso e o coque antiquado não combinavam com ela. Vestindo roupas informais, ela ficava linda e graciosa, parecendo muito com uma bela paisagem de primavera.
Quando Sabrina bebeu o segundo gole de água, sentiu uma sensação de calor descendo em seu baixo-ventre. Ela calculou os dias silenciosamente em sua mente e deu um tapa leve na própria cabeça, frustrada.
Antônio Jordão viu a ação desajeitada dela e seus olhos profundos se fixaram nas bochechas pálidas:
— O que foi?
Ela fechou bem a tampa da garrafa, apoiou as mãos na varanda e disse com uma expressão pouco natural:
— Eu vou dar um pulo no supermercado.
Antônio Jordão segurou o pulso dela, franzindo levemente as sobrancelhas escuras:
— O que aconteceu, afinal?
O rosto pálido dela ficou tão vermelho que parecia estar prestes a pingar sangue. Ela gaguejou:
— Eu preciso comprar algumas necessidades diárias.
Antônio Jordão percebeu a dificuldade dela em falar. Sua voz indiferente soou calma e grave:
— Eu vou com você, preciso comprar cigarros.
Como ela poderia deixá-lo ir junto para comprar aquele tipo de coisa? Ela forçou um sorriso no rosto:
— Sr. Jordão, que marca de cigarro você costuma fumar? Eu compro e trago para você, assim você não precisa perder a viagem.
Antônio Jordão lançou-lhe um olhar oblíquo e frio. Havia uma leve indiferença e frieza entre suas sobrancelhas:
— Vou descer para caminhar um pouco de qualquer forma.

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