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A Única Exceção do Magnata romance Capítulo 166

Na sala de espera do Banco Horizonte, Sabrina Silva estava sentada há uma hora inteira. Através do vidro transparente, os funcionários do banco podiam ser vistos atendendo os clientes.

A espera parecia interminável. Da impaciência inicial, ela lentamente havia passado à calma.

Ela ergueu o copo d'água e percebeu que já estava vazio. Poucos minutos depois, a recepcionista entrou para enchê-lo. Ela perguntou:

— O Sr. Lacerda já tem algum tempo livre?

A recepcionista achou a mulher a sua frente muito teimosa. Embora já tivesse deixado as coisas claras, ela insistia em continuar esperando ali. Seu tom demonstrou ligeira irritação:

— O Sr. Lacerda não terá tempo livre em momento nenhum hoje.

Sabrina Silva não desistiu:

— E amanhã?

A recepcionista foi direta:

— Amanhã também não.

Ela continuou insistindo:

— E quando ele estará disponível?

Esgotando a paciência da recepcionista, a moça respondeu rispidamente:

— Ele não terá tempo livre recentemente.

Ela sabia que o Sr. Lacerda simplesmente não queria vê-la. Ao tentar perguntar sobre a agenda recente do diretor, a recepcionista apenas revirou os olhos:

— Não sei.

Saindo do Banco Horizonte, ela não deu a questão por encerrada. Entrou numa cafeteria em frente, procurou uma mesa perto da janela e pediu um café. Através dos grandes vidros, conseguia observar perfeitamente o movimento no banco.

Às cinco da tarde, o Sr. Lacerda saiu do prédio, seguido por seu assistente. Apressada, ela atirou uma nota de cem reais na mesa e saiu correndo do café. Quando tentou atravessar a rua, o buzinaço a assustou, fazendo-a recuar às pressas. Carros em alta velocidade passavam um após o outro, e, vendo o Sr. Lacerda prestes a entrar em seu veículo, ela ardia de aflição.

Quando o fluxo de carros diminuiu, o Sr. Lacerda já havia embarcado. O assistente dele deu a partida e foi embora, enquanto ela o observava partir impotente.

...

Antônio Jordão saiu do escritório. Ao passar pela mesa de Sabrina Silva, viu que tudo estava impecavelmente arrumado, inclusive com o computador desligado. Dobrando os dedos, ele bateu levemente na mesa com as juntas:

— Flávia Mendes, onde ela está?

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