Em pleno mês de julho, no auge do verão, o sol escaldante irradiava. O calor era inacreditável; até o canto das cigarras nos galhos soava preguiçoso.
O Resort Ponta do Sol já estava concluído e seria inaugurado em uma semana. Sabrina Silva e os demais estavam ocupados naqueles dias com os ensaios e preparativos para o dia da inauguração.
A equipe decorava o local sem qualquer energia, sentindo uma enorme saudade do ar-condicionado refrescante do escritório.
Sabrina ergueu o braço para enxugar o suor da testa e olhou para o sol implacável suspenso no céu, resmungando uma leve queixa de insatisfação.
Alguém gritou lá na frente:
— O Sr. Jordão veio fazer uma inspeção! Animação, pessoal!
Ela virou a cabeça e viu Antônio Jordão e sua comitiva descendo do carro. Em um dia tão quente, ele ainda vestia um impecável terno feito sob medida e uma camisa branca. Caminhava na direção deles com suas longas e alinhadas pernas.
Ele andava contra a luz, parecendo sair de uma aura dourada e cintilante, exalando uma aura de nobreza e elegância.
Cael Castro caminhava logo atrás dele. Junto a eles chegara também uma van, da qual desceram dois homens que começaram a retirar caixas de chá gelado do porta-malas.
Cael chamou a atenção de todos:
— O Sr. Jordão trouxe água com gás gelada para todo mundo. Deixem o trabalho de lado por um momento e descansem.
— Obrigado, Sr. Jordão!
Todos largaram suas ferramentas e seguiram até lá. Cael ficou encarregado de distribuir as garrafas.
Sabrina esperou que todos pegassem as suas para então se aproximar. Cael estendeu-lhe uma garrafa de água com gás. Notando a vermelhidão anormal no rosto dela, perguntou com preocupação:
— Está tudo bem?
Ela balançou a cabeça, pegou a água, agradeceu e, abrindo a tampa, deu um gole.
Antônio observou o cenário que eles estavam arrumando. Em seu rosto sereno não era possível decifrar se ele estava satisfeito ou não.
Como responsável pelo local, Sabrina se aproximou e perguntou:
— Sr. Jordão, gostaria de saber se a decoração está do seu agrado.
Ao ouvir a voz clara e suave, que soava como um pequeno sino de prata atrás de si, Antônio parou por um instante. Ele desviou o olhar levemente, e ao ver que ela o encarava, respondeu:
— Está razoável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Única Exceção do Magnata