Dei de ombros, desamparada.
— Eu não faço a menor ideia.
O barman soltou uma risada abafada.
— Quer saber? Vou preparar algumas amostras para você e vai ser por conta da casa. Não é todo dia que temos a oportunidade de introduzir alguém ao maravilhoso mundo dos coquetéis.
Nos trinta minutos seguintes, experimentei mais bebidas do que conseguia contar. Algumas queimavam a minha garganta, outras eram enjoadamente doces, e algumas poucas me faziam tossir e engasgar.
— Isso foi nojento. — Bufei, recuperando o fôlego após provar algo chamado Rusty Nail.
Molly riu, dando tapinhas nas minhas costas.
— É, esse aí não é para iniciantes.
Mas então o barman deslizou um coquetel azul-vibrante na minha direção.
— Experimente este aqui. Blue Hawaiian. Rum de coco, licor de curaçau blue e suco de abacaxi.
Dei um gole cauteloso, esperando o pior, mas senti meus olhos se arregalarem conforme o líquido descia pela minha garganta. Era doce, mas não em excesso, com um toque tropical que me fez sentir como se eu finalmente tivesse alcançado aquela praia paradisíaca da minha lista de desejos.
— Oh, minha Deusa. Isso é maravilhoso.
— Parece que encontramos um vencedor. — Disse o barman com uma piscadela.
Três Blue Hawaiians depois, eu estava rindo de absolutamente tudo o que a Molly dizia, e o mundo do lado de fora do bar parecia simplesmente ter deixado de existir. O espaço tinha lotado, e o karaokê havia mudado de "horrível" para "hilariamente horrível", com todo mundo torcendo e aplaudindo, independentemente do talento de quem estava no palco.
— Então — a Molly disse, inclinando-se para perto —, como está o casamento? Tipo, de verdade?
O álcool no meu sistema reduziu as minhas inibições e, antes que eu percebesse, estava despejando tudo — o quão frio o Alexander vinha sendo há anos, como dormíamos em lados opostos da cama como dois estranhos e como ele nunca havia me tocado.
— Estamos casados há cinco anos — balbuciei, girando o canudo no meu quarto copo —, e ele nunca… você sabe. Nós nunca…
Os olhos da Molly se arregalaram.
— Espera, você está me dizendo que ainda é virgem?
Assenti miseravelmente, sentindo o calor inundar as minhas bochechas.
— Patético, não é? Tenho vinte e dois anos, sou casada e nunca fui tocada por homem nenhum. Nem mesmo pelo meu próprio marido.
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