Antes que eu pudesse conter o impulso, me lancei para a frente, prensando Gabriel contra a parede com o meu antebraço cravado contra a garganta dele.
— Você estava espionando a minha companheira? Você entrou no nosso quarto sem bater e a viu de roupa íntima? — Rosnei, com minhas presas saltando perigosamente.
Os olhos do Gabriel se arregalaram.
— N-Não, não foi assim. Eu estava procurando por você, e a porta estava…
— Fechada. — Completei por ele.
— A porta estava fechada, e você a abriu sem permissão.
Gabriel engoliu em seco contra o meu braço.
— Alexander, eu só estava—
— Você tem sorte de eu ainda ter um pingo de autocontrole no corpo. — O interrompi.
— Porque, se eu não tivesse, você estaria sangrando no chão agora mesmo. Ninguém tem o direito de ver a minha companheira daquele jeito. Ninguém.
Gabriel piscou, claramente surpreso com a minha veemência. E, para falar a verdade, eu mesmo estava um pouco surpreso. Mas o meu lobo não estava, ele uivava por sangue, enfurecido pelo fato de outro macho ter visto o que era seu.
Mas a Ella não era minha, não de verdade. Ela não estava marcada.
"Ainda", o meu lobo acrescentou.
Certo. Ainda. Ela não estava marcada ainda.
— Eu sei a verdade, Gabriel. A Ella é uma mulher bonita, muito bonita. E nem você é imune a isso, é? Há quanto tempo você anda dando olhadas de relance para ela? — Continuei.
— O quê? Não, não é… eu nunca… — Gabriel gaguejou.
— Não se dê ao trabalho de negar. Você, o eterno playboy com uma mulher diferente na cama a cada semana, de repente preocupado com as roupas íntimas da minha esposa? Você está batendo na porta errada. — Desdenhei.


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