— Tem muita coisa que você não sabe. — Comentei, arrependendo-me no mesmo segundo em que um casal na mesa ao lado olhou na nossa direção. Supõe-se que deveríamos estar interpretando o casal feliz, e não batendo boca em público. Forcei um sorriso e fingi que nem tinha dito nada.
Alexander não respondeu, e na verdade nem teve tempo. O garçom voltou um momento depois e colocou nossos pratos na mesa com um sorriso.
— Um sanduíche de peru para a minha Luna favorita. — Disse ele com uma piscadela.
— E uma salada de frango para o Alfa. Posso trazer mais alguma coisa? Mais água? Outro guardanapo? Um sorriso, quem sabe? — A última parte foi direcionada ao Alexander, que parecia estar mastigando um pedaço de vidro de tão travado.
— Estamos bem, obrigado. — Alexander respondeu de forma rígida.
O garçom ergueu uma sobrancelha para mim, e eu lhe dei um sorrisinho que esperava transmitir tanto um pedido de desculpas quanto gratidão. Ele assentiu de leve antes de se dirigir a outra mesa.
— Esse seu garçom é bem intimista. — Alexander comentou assim que ele se afastou.
Peguei o meu sanduíche.
— Ele é simpático com todo mundo.
— Ele te chamou de Luna favorita dele.
— É só o jeito dele falar. — Dei uma mordida no sanduíche, e os sabores familiares de peru, bacon e abacate trouxeram um conforto acolhedor.
— A comida aqui é realmente muito boa. Melhor do que uma barra de cereal, não é?
Alexander deu uma garfada na comida. O canto da boca dele tremeu, quase formando um sorriso antes que ele se contivesse.
— É aceitável. — Murmurou. Segurei a vontade de revirar os olhos.
Comemos em silêncio por um tempo. Tentei não ficar encarando enquanto Alexander encarava a salada de forma metódica, garantindo que cada garfada tivesse a proporção perfeita de alface, frango e molho.


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