Ponto de vista de Ella.
Ele se deitou na cama ao meu lado, tomando o cuidado de se manter no seu próprio canto. Nenhum de nós falou nada por um longo momento.
Finalmente, fechei o meu livro com um baque.
— Só para deixar claro — comecei —, eu só te beijei porque você não estava fazendo nada para impedir aqueles jornalistas de fazerem perguntas demais.
Alexander soltou um deboche.
— Certo. E eu aqui achando que você simplesmente não tinha resistido a mim.
— Não se ache tanto. — Apoiei o livro no criado-mudo.
— Eu odiei te beijar. Foi horrível.
— O sentimento é mútuo.
— Bom, pelo menos a gente consegue concordar em uma coisa.
Alexander resmungou e virou de lado, me dando as costas. Em poucos minutos, a respiração dele ficou compassada, indicando que ele estava dormindo ou quase lá.
Mas eu não conseguia pegar no sono. Fiquei deitada ali por um tempão, só encarando o teto.
Só quando tive certeza absoluta de que ele estava dormindo é que toquei meus lábios de novo.
E se as coisas tivessem sido diferentes? E se Alexander tivesse dado uma chance de verdade para nós dois? Como teria sido o nosso casamento se ele realmente me amasse?
Eu não conseguia nem começar a imaginar. Não conseguia nem sonhar em como seria sentir as mãos do Alexander no meu corpo, os lábios dele na minha pele, nossos corpos se unindo da forma que a natureza planejou para os companheiros.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Última Chance da Luna Adoecida