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A Última Chance da Luna Adoecida romance Capítulo 215

— Então você e seu pai construíram isso? — Perguntei depois de um tempo, quando pareceu que a chuva não tinha a menor intenção de ceder.

Alexander assentiu enquanto tentava acender uma das velas que eu havia recolhido. Ela realmente acendeu após algumas tentativas, banhando o pequeno espaço com um brilho dourado e acolhedor.

— Todo final de semana por cerca de dois meses. Ele dizia que todo garoto precisava de um esconderijo secreto. — Ele passou a mão por uma das vigas de suporte.

— Eu costumava vir aqui o tempo todo. Ler livros, brincar com meus brinquedos.

Era difícil imaginar o frio e rígido Rei Alfa brincando em uma casa na árvore quando garotinho, mas o pensamento me fez sorrir. Alexander, jovem, sem preocupações e sem o peso de um futuro sombrio pela frente.

Se ao menos aquele garotinho soubesse o que aconteceria com seus pais.

— O que aconteceu? Por que você parou de vir? — Perguntei.

— O treinamento de Alfa ficou mais intensivo. Meu pai disse que eu precisava me concentrar nos meus deveres, e não perder tempo brincando na floresta. — Alexander deu de ombros, mas pude ouvir o velho ressentimento no tom de sua voz.

— Acho que simplesmente deixei isso para trás.

Pensei na minha própria infância, em como fora tão diferente.

— Eu nunca tive nada parecido com isso. Meu pai achava que brincar na floresta não era coisa de uma dama. Dizia que as futuras Lunas precisavam se concentrar em atividades mais refinadas.

— O que você fazia, então?

— Me esgueirava para treinar com os guerreiros sempre que podia. — Sorri com a lembrança.

— Meu pai ficava furioso toda vez que me pegava, mas eu não me importava. Eu via o quão livres os guerreiros pareciam, correndo pela floresta todas as manhãs, e queria ser como eles.

A boca de Alexander curvou-se levemente.

— Aposto que você aprendeu rapidamente o quão rigorosa é a rotina de treino de um guerreiro.

Assenti e dei uma risadinha.

— É. E eles pegavam extra pesado comigo também, acho que para tentar me desestimular. Mas, por algum motivo, eu continuava aparecendo e exigindo participar.

Ficamos em silêncio novamente depois disso, ambos perdidos em nossos próprios pensamentos. A chuva caía ainda mais forte agora. Provavelmente não pararia tão cedo.

— Você acha que o nosso filho vai querer uma casa na árvore? — Alexander perguntou de repente.

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