— E talvez tente não se derreter tanto toda vez que eu usar o vínculo para me comunicar. — Debochou ele, com um risinho contido.
Minhas bochechas esquentaram, mas respondi rapidamente à altura:
— O vínculo ainda é novo. Só preciso me acostumar com isso.
— Certo...
Assim que estávamos nos dirigindo à mesa de aperitivos, uma jovem de vestido rosa-pálido se aproximou de nós.
— Luna Ella! Eu simplesmente precisava te dizer: a história de amor de vocês é absolutamente mágica. A forma como o Alfa Alexander a marcou no hospital quando você mais precisava dele, é como algo saído de um conto de fadas.
Eu não fazia a menor ideia de quem era aquela mulher, mas consegui esboçar um sorriso diante do elogio.
— Obrigada. É muito gentil da sua parte.
— E o bebê! — Ela juntou as mãos e olhou para a minha barriga.
— Como você está se sentindo? Você está radiante.
— Estou me sentindo maravilhosa, na verdade. Alexander tem cuidado tão bem de mim. — Essa parte, pelo menos, não era mentira.
A mulher ficou muito entusiasmada.
— É claro que sim! Quando vi aquelas fotos de maternidade... Deusa, a forma como ele olha para você! Como você soube que ele era o único?
Minha boca se abriu e fechou sem emitir som algum, e olhei de relance para Alexander, que me observava com a cabeça ligeiramente inclinada e os cabelos ruivos caindo pela testa. Aquilo era um sorriso presunçoso surgindo no canto da boca dele?
Ele estava se divertindo com isso, não estava? Assistindo ao meu constrangimento?
Mordi a parte interna da bochecha, decidindo que duas pessoas podiam jogar aquele jogo.
— Ele sempre foi incrivelmente atencioso. — Suspirei de forma sonhadora, tocando o braço dele com uma das mãos enquanto a outra ia ao meu colar.
— Ele me cobre de presentes, embora eu viva dizendo que não preciso de nada.
Os olhos da mulher se arregalaram.

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