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A Última Chance da Luna Adoecida romance Capítulo 158

Ella & Alexander.

Ponto de vista de Ella.

— Gabriel! Gabriel, me tire daqui! — Gritei, esmurrando o metal com os punhos.

Mas não houve resposta; apenas o zumbido sinistro dos sistemas de segurança do cofre entrando em capacidade máxima. O temporizador na parede continuava sua contagem regressiva, e eu já conseguia sentir o ar ficando cada vez mais rarefeito.

Meu peito se contraiu enquanto eu lutava para puxar o ar. O oxigênio estava sendo sugado lentamente da sala, exatamente como Gabriel havia avisado. Pressionei as palmas das mãos contra a porta e joguei todo o meu peso contra ela, mas ela nem se mexeu.

— Socorro! Alguém me ajude! — Gritei.

Quem me ouviria aqui embaixo? O cofre provavelmente era à prova de som, e Alexander devia estar fora resolvendo assuntos da alcateia. Gabriel era o único que sabia onde eu estava e, com certeza, tinha me trancado aqui de propósito.

Aquele desgraçado. Ele devia ter planejado isso desde o momento em que usei minha voz de Luna contra ele.

À medida que os segundos passavam, minha respiração ficava mais pesada. Cada inalação parecia superficial, como tentar respirar por um canudo.

— O bebê... — Sussurrei, meus olhos se arregalando quando a ficha caiu. Deusa, o que aquilo estava fazendo com o bebê?

Como se fosse um sinal, cólicas agudas subitamente atravessaram meu baixo ventre, fazendo-me dobrar o corpo com um arfar de dor. Minhas mãos voaram para a minha barriga enquanto outra onda de dor me atingia. A falta de oxigênio estava afetando a nós dois.

— Não, não, não. — Murmurei, escorregando pela porta até me sentar no chão frio.

— Por favor, não deixe nada acontecer com o bebê.

As cólicas se intensificaram e me vi balançando para a frente e para trás enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Depois de tudo o que passamos, eu não podia perder este bebê agora. Não assim.

O temporizador mostrava trinta segundos restantes.

Minha visão começou a embaçar nas bordas, e pontos pretos dançavam diante dos meus olhos. Era o fim. Eu ia morrer aqui embaixo, sufocada no precioso cofre de Alexander, e meu bebê iria morrer comigo.

Tudo por causa de um medalhão.

Vinte segundos.

Fechei os olhos e pressionei ambas as mãos contra minha barriga, tentando enviar cada gota de amor e proteção para a pequena vida que crescia no meu ventre. Minha loba uivou, mas até a força dela estava fraquejando. Ela não podia nos proteger.

Dez segundos.

De repente, o maquinário parou com um zumbido. Ouvi a tranca se desengatando, a grande roda girando e, então, a porta abriu-se com tanta força e rapidez que colidiu contra a parede atrás dela, como se não pesasse duzentos quilos.

Alexander estava parado na entrada, o rosto contorcido de fúria. Atrás dele, Gabriel parecia pálido e chocado.

— Ella! — Alexander correu até mim e se agachou, suas mãos indo imediatamente para o meu rosto.

— Você está machucada? O bebê está...

— Eu estou bem, acho que estou bem. — Arfei, ainda lutando para recuperar o fôlego.

Os olhos verdes de Alexander brilharam intensamente enquanto ele me ajudava a ficar de pé, com um braço envolvido firmemente na minha cintura. Quando ele se virou para encarar Gabriel, a temperatura na sala pareceu cair dez graus.

— Explique-se.

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