Até que a fotógrafa começou a pedir fotos mais íntimas.
— Alfa, o senhor poderia colocar a mão na barriga da Luna Ella? Queremos dar destaque à gravidez.
A mão grande de Alexander pousou sobre o meu ventre, com os dedos espalhados em um gesto que era ao mesmo tempo protetor e possessivo. Tentei ignorar a fresta de emoção que disparou no meu peito com o seu toque, a forma como meu corpo respondeu imediatamente à sua proximidade, o laço oscilando como a chama de uma vela.
Ele estava apenas fazendo o seu papel e nada mais.
— Lindo. — Murmurou a fotógrafa, disparando a câmera sem parar.
— Agora, Luna, recline-se ligeiramente contra ele. Como se confiasse nele completamente.
Meu coração martelou com violência, mas fiz o que ela pediu e, cautelosamente, deixei minha cabeça descansar contra o ombro de Alexander. Eu devia parecer um cervo paralisado diante dos faróis de um carro, porque a fotógrafa deu uma risadinha e disse:
— Não precisa ter vergonha, Luna!
— Aqui. — A voz grave de Alexander praticamente vibrou contra as minhas costas enquanto ele me puxava para mais perto, uma das mãos subindo para acariciar meu cabelo.
Deusa, eu senti como se fosse morrer.
Mas certamente morreria feliz dentro dessa pequena mentira que tínhamos construído. Porque, durante aqueles momentos, enquanto a fotógrafa tirava fotos nossas em poses cada vez mais românticas, eu quase conseguia esquecer que era tudo para dar um show.
Quase.
Três dias depois, as fotos estavam por toda parte e tínhamos atingido nosso objetivo. A fotógrafa realmente tinha se superado, criando a imagem de um casal apaixonado com um herdeiro a caminho. Antes que eu percebesse, toda a alcateia fervilhava com a notícia, e o incidente na sala de espera do hospital foi explicado como complicações do início da gravidez que foram resolvidas graças à presença do meu companheiro.
E as fotos... Elas eram tudo o que a fotógrafa tinha prometido. Íntimas, elegantes e delicadas.
Como as de um casal de verdade que se ama e não o que quer que fôssemos.

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