Mas por que diabos o Leandro Neves tinha vindo se intrometer? E a história de "minha diretora-geral"? O cara devia estar louco!
Esse grito de "Erasmo" fez com que as pernas do Sr. Correia e do Sr. Assis ficassem moles de terror na mesma hora.
Eles pareciam ter se metido em uma tremenda enrascada.
Ao olharem para Leandro Neves, a vontade que tinham era de chorar até morrer.
Clarice continuou parada em silêncio, deparando-se exatamente com o olhar investigativo que Orlando lhe lançava.
Ela simplesmente o ignorou. Já não tinha mais nada a dizer a ele.
Querendo ou não, a Família Carneiro ainda era uma das maiores empresas da Cidade H. Mesmo em crise, a Família Carneiro ainda estava acima de muita gente dali.
Como ele era capaz de suportar que outras pessoas humilhassem sua própria esposa daquela forma?
Pelo visto, a partir daquele dia, a imagem de marido devotado que Orlando tentava manter ruiria por completo.
Melhor assim. Dessa forma, mesmo se ela desse um tapa na cara dele em público, ninguém diria nada.
Após dizerem aquelas frases, Erasmo e Leandro Neves não demonstraram nenhuma intenção de continuar falando.
Apenas um olhar direcionado a eles foi suficiente para fazer os quatro recuarem de medo.
Plaft, plaft. Dois estalos extremamente secos.
— Suas insolentes! Peçam desculpas agora mesmo à Adelina e à Sra. Carneiro.
Como velhas raposas do mundo dos negócios, o Sr. Correia e o Sr. Assis deram cada um um tapa violento em suas próprias filhas.
A força do golpe podia ser vista pelo filete de sangue que escorria do canto da boca de cada uma.
— Desculpe.
As vozes eram tão fracas quanto o zumbido de um mosquito.
Adelina soltou um suspiro de desdém. — Ah, não precisa. Até parece que fomos nós que usamos da nossa posição para oprimi-las. Se não tivessem exigido algo tão absurdo, as coisas não teriam chegado a esse ponto.
— Tudo bem com você?
Leandro Neves disse isso voltado para Clarice, mas olhou para ela apenas por um segundo antes de cravar os olhos em Adelina.
Clarice balançou a cabeça e sorriu em resposta. — Tudo bem, muito obrigada, Sr. Neves.
Adelina virou o rosto para o lado, sem a menor vontade de interagir com Leandro Neves.
Se ele não a tivesse forçado a vir, não haveria tanta confusão.
— Não, de forma alguma. Foi tudo um mal-entendido, apenas um mal-entendido.
— Luan, cuide da aquisição das empresas da Família Correia e da Família Assis.
— Marcel, deixe de lado o que está fazendo. Vá dar uma olhada no caso dessas duas famílias também.
Luan e Marcel trocaram um olhar e responderam. — Sim, senhor.
Tum, tum.
O Sr. Correia e o Sr. Assis caíram de joelhos ao mesmo tempo.
— Sr. Neves, Sr. Alves, tenham piedade de nós!
Erasmo os fuzilou com o olhar. — Não é a mim que vocês devem um pedido de desculpas.
O Sr. Correia e o Sr. Assis rapidamente se viraram de joelhos na direção de Adelina, puxando suas filhas para que se ajoelhassem junto com eles.
— Adelina, fomos cegos. Por favor, tenha piedade.
Adelina abaixou o olhar com desdém. — Se a Clarice perdoar, eu perdoo. Afinal, as boas filhas de vocês estavam mirando nela o tempo todo.
Os quatro se voltaram para Clarice. — Sra. Carneiro, por favor, tenha piedade de nós.
Clarice não queria nem olhar para a cara deles, mas, então, Orlando teve o descaramento de se aproximar para interceder por eles.

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