— Quem é esse homem mais velho que foi arrogante e me bateu agora há pouco...
Ao ouvir as palavras de Otoniel.
Os outros, simultaneamente, ergueram os olhos e olharam em uníssono para Oziel.
— Eu...
Oziel baixou a guarda, pronto para se explicar, quando Klébia, ao seu lado, falou primeiro:
— Realmente fui eu que não expliquei direito, meu comportamento abrupto causou o mal-entendido.
— Oziel foi impulsivo ao te bater, o erro foi dele. Mas você revidou.
— Então...
Klébia lambeu os lábios, agindo seriamente como mediadora:
— Em consideração a mim, vamos considerar que estamos quites.
...
Vendo Klébia tomar a iniciativa de defendê-lo, o coração de Oziel saltou de alegria, e seus lábios finos se curvaram em orgulho.
— Namorado?
Otoniel perguntou distraidamente enquanto abotoava a camisa.
...
Oziel não ousou responder e pousou o olhar em Klébia.
...
Klébia também não respondeu, mas seus olhos baixaram ligeiramente, e um rubor subiu em seu rosto pálido sem que percebesse.
Certo.
Responder ou não parecia não ter muito significado.
— Vocês também sabem?
Otoniel olhou para Valentino e Yuriel, fazendo um gesto.
— Concordam?
— Hã.
Valentino sorriu resignado.
— E temos escolha? Falando assim até parece que ousaríamos discordar.
Yuriel encolheu os ombros, com uma expressão não muito melhor.
— Você discorda?
...
Otoniel, claro, queria dizer não.
Sua irmã era tão nova, na flor da idade, nem tinha entrado na faculdade ainda...
E já tinha sido levada.
E ainda por cima por um homem quase dez anos mais velho, prestes a entrar na casa dos trinta.
Quem aceitaria isso?!
— Eu...
Otoniel abriu a boca para responder, quando de repente encontrou o olhar sombrio de sua irmã.
Sem dizer uma palavra, mas com aviso total.
Ai.
Yuriel tocou na ferida, perguntando confuso:
— Klébia? Como a Klébia virou seu mestre?
...
Klébia piscou os olhos, com as mãos repousadas obedientemente sobre os joelhos.
Isso não tinha nada a ver com ela.
A culpa era dele ser aluno daquele velho careca, a hierarquia acadêmica era essa.
— Falando nisso...
Otoniel não explicou imediatamente, mas olhou para Klébia e perguntou com voz suave:
— Klébia, você só tem dezoito anos, como pode ser tão experiente em medicina?
Até mesmo anos atrás.
Ela já era a professora do professor dele.
Os outros também olharam para ela.
— Melhor não falar sobre isso.
Klébia apertou os lábios, pensou por alguns segundos e disse lentamente:
— Se eu disser, a cara de ninguém vai ficar boa.
— Diga.
Yuriel ouvia com grande interesse; ele também queria saber como a irmã tinha aprendido aquilo.
Valentino tinha veia artística, Klébia dançava incrivelmente bem.
Ele era piloto de corrida, Klébia era ainda melhor que ele.

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