Ele não tinha acabado de tomar banho?
Klébia deitou-se na cama, puxou o travesseiro de Oziel e o abraçou.
Pouco tempo depois.
Ela adormeceu lentamente.
...
Oziel terminou o banho.
Ao entrar no quarto, viu Klébia deitada na cama, com a testa franzida, dormindo de forma inquieta.
O que aconteceu com Klébia?
Claramente ela estava bem quando voltou à tarde.
Oziel a cobriu gentilmente com o cobertor, pegou o celular e abriu o WhatsApp de Vicente:
— Olá, aluno Vicente. Aconteceu algo com Klébia na escola recentemente?
???
Ao receber a mensagem de Oziel, Vicente sentou-se imediatamente, segurando o celular para responder com seriedade:
— Respondendo ao Sr. Andrade, não houve nada com Klébia.
— Apenas deu aula para os professores e reforço para os alunos. Quando teve fome foi ao refeitório, quando teve sono dormiu na sala de aula...
Vicente relatou cada detalhe:
— A propósito, nenhum garoto ousou se aproximar de Klébia. Então, pode ficar cem por cento tranquilo.
— ...
Vendo o texto denso, Oziel massageou a testa:
— Como ela se alimentou à tarde?
Vicente:
— Klébia comeu três tigelas de arroz, frango xadrez apimentado, carne moída com tofu, vegetais refogados...
Estava recitando o cardápio!
Parece que o apetite estava realmente bom!
Oziel respondeu com um "Muito obrigado", inclinou-se levemente e afastou com ternura os fios de cabelo da testa dela, com o coração pesado.
Por que ela estava infeliz?
Isso partia o coração dele!
—
Estado do Sul.
Otoniel desceu do avião e foi direto para o Parque das Acácias da família Galhardo.
Família Castro.
Era uma família de médicos renomada no Estado do Sul, famosa também por suas obras de caridade.
— Dr. Castro.
Ao vê-lo chegar, os empregados arregalaram os olhos, um pouco surpresos:
— O senhor voltou?
— Eu não posso?
Otoniel lançou um olhar frio para o empregado e perguntou gelidamente.
— Como você voltou?
— Zii —
A mulher que tocava violino ao lado teve um tremor violento nos dedos, desafinando instantaneamente.
— Tenho assuntos a tratar.
Otoniel suavizou a atitude e olhou para Poliana Paiva.
Ela usava um vestido elegante de cor clara, o cabelo preso em um coque bonito, com um grampo adornado com uma jade pálida, realçando ainda mais seus traços delicados.
Há quanto tempo não a via, ela parecia ter emagrecido.
Sem ele por perto, ela não deveria estar vivendo confortavelmente?
— ...
Poliana parou os movimentos das mãos, ergueu os cílios e olhou para Otoniel.
Naquele instante.
Quatro olhos se encontraram.
A expressão de ambos era indiferente, ninguém falou primeiro.
— Tenho algo para perguntar à senhora.
Otoniel desviou o olhar primeiro e dirigiu-se a Filomena.
— Algo a perguntar?
Filomena olhou para trás, para Poliana, e sorriu sem graça:
— Vocês dois, marido e mulher, não se veem há seis meses, não é? Que tal sentarem e conversarem um pouco primeiro?

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