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A Super Garota Adorando Doces romance Capítulo 394

— Tem certeza? — Klébia abriu a boca com dificuldade, a voz parecia coberta por uma névoa, tão baixa que quase não se ouvia.

— Por enquanto, é certeza. — O subordinado continuou o relatório. — Como era um órfão sem-teto e ninguém o reclamou, uma instituição de caridade local bem conhecida realizou um funeral digno para ele.

— Me dê uma resposta definitiva.

Klébia apoiou uma mão na mesa, sentindo as costas cobertas de suor frio.

Após dar as instruções.

Klébia desligou o telefone e, quando se agachou para recolher os cacos de vidro, a porta do quarto se abriu de repente.

— O que aconteceu?

Vestindo roupas de casa, Oziel aproximou-se apressado, agarrou a mão dela e disse ansioso:

— Não toque.

— ...

Klébia ainda estava atordoada, a mente cheia da notícia de que Yuriel poderia estar morto.

— ...

Oziel a ajudou a sentar na cama, pegou lenços de papel e recolheu cuidadosamente os cacos de vidro, jogando-os no lixo.

— Machucou em algum lugar?

Depois de limpar, ele voltou para o lado de Klébia, pegou as mãos dela e examinou seriamente.

— ...

Klébia levantou a cabeça, o olhar pousando no rosto preocupado de Oziel.

Alguns segundos depois.

Ela estendeu as mãos e abraçou suavemente a cintura do homem, encostando o rosto no peito dele, sentindo-se extremamente desolada.

— Klébia...

A aproximação repentina perturbou a sanidade de Oziel. As palavras seguintes travaram em sua garganta, e ele só conseguiu abraçar rigidamente os ombros dela, sem ousar usar muita força ou se aproximar demais.

— O que houve? — Oziel perguntou com cautela, suspeitando se ela já sabia da verdade.

Mas ele tinha acabado de falar com Valentino, logicamente ela não deveria saber.

— Nada.

Klébia balançou a cabeça, guardando o assunto para si, e disse abafada:

— O quê, não posso te abraçar?

Antes de ter uma confirmação real.

Ela não queria que os outros ficassem tristes junto com ela.

— Pode. — Oziel sorriu, aliviado, com a voz levemente tensa. — Pode abraçar o quanto quiser, só que você ainda não secou o cabelo, vai pegar um resfriado.

— E também...

Durante o processo.

Klébia encostou-se nele novamente, preguiçosa como um pequeno golfinho.

Estavam muito próximos, somado ao calor do secador...

Oziel sentiu a temperatura de todo o corpo subir, cada vez mais alta...

— Klébia.

Ao terminar de secar o cabelo, Oziel largou o secador, afastou suavemente a garota de seus braços com as duas mãos e disse com a voz extremamente rouca:

— Fique sentada um pouco, eu vou sair um instante.

— Hm?

Antes que Klébia pudesse reagir, Oziel saiu a passos largos e fechou a porta.

— Sr. Andrade, o senhor vai tomar banho?

A voz de Samara soou no momento oportuno.

Tomar banho?

Klébia encostou-se na cabeceira da cama, com uma expressão de dúvida e inocência.

Ele não tinha acabado de tomar banho?

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