O jantar terminou.
Otoniel pediu ao assistente que trouxesse a sobremesa.
Bolo feito de manga.
Suco de manga.
Manga em...
Ah.
Sabia até de qual fruta Klébia gostava.
Estava jogando para agradar, não é?!
Oziel sentiu um fogo queimando dentro de seu corpo.
— Tsc.
Klébia olhou com bastante desdém para a "família da manga", pegou um pedaço casualmente e começou a mastigar, lançando o olhar para Otoniel:
— Aquele velho careca te contou até as minhas preferências?
— Hã?
Otoniel ficou atônito, sem reagir.
Preferências?
Ela também gostava de comer manga?
Coincidência de novo.
Sua folha verde favorita era "coentro".
Sua fruta favorita era "manga".
Interesses tão parecidos, não é de admirar que a achasse tão íntima ao vê-la.
— Que bom que gosta.
Otoniel sorriu levemente, a voz baixando inconscientemente:
— Se quiser comer no futuro, venha a qualquer hora, nossos hábitos alimentares são bem parecidos.
— Não precisa o Dr. Castro se preocupar. — Oziel levantou os olhos negros e profundos, dizendo friamente: — Klébia vai fazer exames em breve, precisa ter cuidado especial com a alimentação.
— ...
Otoniel ergueu os olhos para ele, os cantos da boca se curvando em um sorriso significativo.
Estava vigiando bem de perto.
Faz sentido.
Sendo tantos anos mais velho, deve ter gastado muito esforço para conquistá-la.
Claro que tinha que ser cuidadoso.
— Está muito doce.
Klébia pegou um pedaço de manga e colocou no prato de Oziel.
— ...
Oziel encarou a manga, suas sobrancelhas grossas franzidas com força.
Aquela coisa.
Era a fruta que ele mais odiava.
No dia a dia, ele apenas preparava para Klébia comer, nunca tocava nela.
— Oh.
Klébia assentiu, pegando o celular para jogar.
— Pequena professora...
Otoniel aproveitou o momento para perguntar em voz baixa:
— O Sr. Andrade é mesmo seu namorado?
— ...
Klébia olhou para ele de soslaio, sem responder.
— Parece que é.
Otoniel repuxou os cantos dos lábios.
Com esse temperamento de cão da sua pequena professora, se alguém ou algo de que ela não gostasse se aproximasse, ela explodiria imediatamente.
— Posso perguntar o que você viu nele? — Otoniel olhava fixamente para Klébia, os olhos cheios de dúvidas.
A idade dela era equivalente à de sua irmã em casa.
Na mesma idade inocente e romântica, sua irmã só gostava de garotos novinhos.
Alguém quase dez anos mais velho, como ele, seria uniformemente chamado por ela de "tiozão de meia-idade".
Se ele fosse irmão dela, também acharia a diferença um pouco grande.
A família dela concordaria?
— Fala pouco.
Klébia não parou os movimentos das mãos e respondeu friamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Super Garota Adorando Doces