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A Super Garota Adorando Doces romance Capítulo 364

— Otoniel, prazer em conhecê-lo.

Abraço na cintura, mãos dadas...

A relação parecia não ser comum.

— Algum problema?

Olhando para a mão estendida à sua frente, Oziel não reagiu, encarando-o com um olhar afiado.

— Passei pelo laboratório e vi a garotinha sentada sozinha aqui.

Otoniel recolheu a mão sem jeito, sorriu levemente e explicou sem pressa.

— Fiquei preocupado que encontrasse pessoas ruins, por isso vim perguntar. Ela é sua...

— Sim.

Oziel apertou a mão de Klébia, com a voz grave.

— Ela é minha.

Ele queria dizer "namorada" ou "noiva".

Mas considerando que Klébia ainda não lhe dera um título oficial, teve que mudar a frase.

Ela é minha.

Um duplo sentido?

— ...

Klébia bebia seu chá com leite, olhou para ele de soslaio e mastigou as pérolas ruidosamente.

Pensou um pouco e, no fim, não negou.

Tudo bem.

Se não desse a ele um calmante, Oziel, que vivia com medo de "caçar amantes", acabaria enlouquecendo.

— Namorados?

Otoniel ficou levemente atordoado, depois um sorriso constrangido, mas educado, surgiu em seu rosto.

— É mesmo?

Realmente não parecia.

Ele pensou que fossem tio e sobrinha.

— Muito obrigado pela preocupação, Dr. Castro. — Oziel sentia uma aversão inexplicável por Otoniel, sempre achando que o olhar dele para Klébia não era puro, e respondeu inexpressivo. — Nós já vamos.

— Certo.

Otoniel não disse mais nada, assentiu sorrindo e observou os dois partirem.

Até o carro esportivo desaparecer na garoa.

Klébia?

O nome combinava bem com ela.

— Dr. Castro, o senhor está bem? — O assistente aproximou-se e perguntou com compaixão. — Essa garota parece bem jovem, como já tem namorado?

— ...

Otoniel não respondeu, sentindo seu coração voltar gradualmente ao normal.

Aquela garota realmente tinha um efeito incomum sobre ele.

Claramente não se conheciam, mas a familiaridade era extremamente forte, até mesmo...

Tanta insegurança assim?

Klébia pensou em pegar uma bala para agradá-lo, mas como tinham acabado, aproximou-se e perguntou

— Você está com raiva?

— Não estou com raiva.

Oziel virou-se, encontrando Klébia tentando agradá-lo deliberadamente; sua expressão suavizou, e o tom tornou-se resignado e carinhoso.

— Estou refletindo.

— Refletindo?

Klébia não entendeu muito bem.

— Sim. — Oziel ajeitou gentilmente o cabelo dela, com a voz rica e afetuosa. — A Klébia é excelente demais; preciso me esforçar mais para ser digno de você.

Caso contrário.

Sempre sendo cobiçada pelos outros, ele viveria com medo.

Como viveria assim?

— Ah.

Klébia sugou o chá com leite, ergueu levemente as sobrancelhas e disse preguiçosamente

— Não é tão complexo assim, basta você ganhar muito dinheiro.

Ela gostava de quem tinha muito dinheiro.

Olhando ao redor, ele era quem tinha mais.

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