[Relação pública, é sério isso?]
A ponta dos dedos de Valentino tremia levemente.
Seu coração batia forte, tamanha a emoção.
Ele esperou por este dia por mais de uma década.
Se não fosse pela discordância de Klébia, ele teria anunciado ao mundo inteiro no momento em que a encontrou.
Klébia: [Hm, você decide. As notícias na internet são irritantes.]
Valentino: [Ok, estude tranquila, deixe o resto comigo.]
Já que iam anunciar.
Ele certamente precisava encontrar uma hora e um local adequados para dar à irmã o destaque que ela merecia.
—
Após a escola.
Klébia estava preocupada com sua "erva daninha" no laboratório e planejava pedir licença para ir até lá.
— ...
Klébia parou na porta do Diretor Pedagógico, movendo os lábios, pronta para falar.
— Pode ir.
O diretor nem levantou a cabeça e aprovou a licença diretamente.
— Obrigada, professor.
Klébia guardou silenciosamente a permissão dada de forma "perfunctória" e saiu, caminhando com a mochila nas costas.
Ao passar pelo pátio, encontrou o professor de Literatura.
— Klébia, pediu licença de novo hoje? — O professor sorria, olhando para ela.
— Ah.
Klébia assentiu levemente, sentindo-se um pouco envergonhada.
— Vou terminar o dever de casa.
— Sem pressa, sem pressa.
O professor riu e acenou com a mão apressadamente.
— Divirta-se.
Ela era agora o "tesouro da escola", todos a mimavam.
— ...
Klébia sentiu-se lisonjeada e indicou que faria a tarefa.
Afinal.
Não era ela quem faria mesmo.
—
Subúrbio de Celestina do Sol.
A região estava repleta de grandes laboratórios.
Ela caminhava na frente, e o Dr. Braga a seguia respeitosamente.
Ele relatava enquanto andavam.
O resumo era: a erva daninha estava realmente muito estragada, e a chance de sobrevivência era baixíssima.
Em apenas uma semana, mais da metade havia morrido.
As que sobraram estavam meio mortas, meio vivas.
— Hm.
Klébia não se surpreendeu; caminhou até a planta número 11, agachou-se e observou atentamente.
As raízes estavam secas, as folhas murchas.
— Jogue todas estas fora... — Klébia abriu a boca, e o Dr. Braga imediatamente pegou a caneta para anotar.
De 40 vasos, restaram apenas 10.
E a qualidade dos 10 restantes era particularmente ruim.
— Srta. Paixão, a senhora não descartou as erradas? — Dr. Braga segurou a caneta e perguntou cautelosamente. — O estado daqueles vasos estava melhor do que os que a senhora manteve.
— Eu sei.
Klébia pegou casualmente uma das dez plantas restantes, ergueu levemente as sobrancelhas delicadas e falou em um tom calmo.
— Estas aqui estavam nesse estado quando chegaram.
— Conseguiram resistir por tanto tempo sem morrer, o que prova que sua vitalidade é extremamente forte.

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