A Klébia era tão boa, prevenir-se contra os outros nunca era demais.
— ...
Klébia ficou sem palavras.
Ela não podia simplesmente dizer a ele que a Rita era mulher, podia?!
Silêncio por alguns segundos.
Klébia moveu-se para o lado, aproximou-se proativamente do homem e fixou seus olhos límpidos nele.
— Eu disse que não precisa, então não precisa.
— ...
Oziel não esperava que Klébia se aproximasse tanto. Bastava ele abaixar um pouco a cabeça para tocar facilmente a ponta do nariz e os lábios vermelhos dela.
— Nesta vida, não há nenhuma possibilidade entre mim e ele. — Klébia lambeu os lábios, raramente tendo paciência para complementar. — Também não tenho interesse em outros homens. Falando assim, você consegue ficar tranquilo?
Outros homens?
A respiração de Oziel ficou descompassada. Segurando as emoções que surgiam em seu corpo, ele perguntou com voz rouca:
— Eu estou incluído nesses "outros homens"?
?
As sobrancelhas delicadas de Klébia franziram, demonstrando total incompreensão.
Ela já estava dormindo na cama dele, e ele ainda fazia esse tipo de pergunta?
— Ah.
Klébia fez biquinho e disse com seriedade:
— Se você quiser, posso te colocar nessa categoria.
— Não.
Oziel entendeu de repente, sentindo-se muito mais aliviado. Instintivamente, abraçou a cintura de Klébia, que tentava se afastar, e disse com um tom meio covarde:
— Não quero.
— ...
Os dois estavam muito próximos. Quando Oziel falava, o hálito quente soprava bem no rosto dela.
Entre a troca de olhares, um sentimento chamado "ambiguidade" espalhou-se gradualmente.
Qualquer um que avançasse um pouquinho a mais tocaria o outro.
— ...
Klébia ergueu as pálpebras, e seus olhos límpidos fixaram-se no rosto do homem.
Movendo-se gradualmente para baixo...
Hum.
Os lábios do velho homem eram bem bonitos. Qual seria a sensação de beijá-los?
— Cof, cof.
Justo quando Klébia estava divagando, Oziel retirou a mão de repente.
Outros diziam —
Que Klébia estava com dois pés em duas canoas, traindo seu namorado velho de cabelos brancos e flertando secretamente com Valentino.
Alguém até postou pedindo para ela lançar um livro chamado "Como fazer Valentino se apaixonar por mim".
Eram bem sinceros, dizendo que "aprenderiam de joelhos".
— Klébia, são comentários maldosos, não leia. —
Vicente estava lendo as notícias e rebatendo os haters freneticamente. Ao ver Klébia se aproximar para olhar, cobriu o celular rapidamente.
— Tsk.
Klébia enfiou a mochila na gaveta, apoiou o queixo nas mãos e olhou para o quadro-negro com os grandes olhos piscando.
— Klébia, não fique brava. — Letícia e Tânia também vieram consolar. — Se elas soubessem que Valentino é seu irmão, provavelmente morreriam de surpresa.
— ...
Klébia piscou. Não ter revelado parecia ser bem irritante também.
Sendo assim.
Melhor revelar de uma vez.
Klébia pegou o celular e enviou uma mensagem para Valentino: [Você quer tornar nossa relação pública?]
[???]
Ao ver a mensagem, a mão de Valentino tremeu violentamente, e ele digitou com cuidado: [Sério, pode mesmo?]

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