— Toc, toc, toc —
O som alto de sapatos de couro veio da porta, e Klébia virou a cabeça instintivamente.
— O Oziel chegou.
Rita, Valentino e Yuriel olharam logo em seguida.
— Como você sabe que é ele? — Rita deu um grande passo para o lado de Klébia, colando-se nela, e olhou para o lugar vazio, perguntando confusa.
— Intuição.
Klébia estava com as mãos nos bolsos, o queixo bonito levemente erguido, e o tom de voz relaxado e preguiçoso.
— Que papo é esse?
Rita quase achou que tinha ouvido errado.
Desde quando a Klébia sabia fazer adivinhações à distância?
Assim que as palavras caíram.
A porta de vidro não muito distante foi empurrada, e uma figura alta e imponente apareceu.
O homem usava um terno casual azul-marinho, com o colarinho meio aberto. A luz fria e pálida iluminava seu perfil severo, emanando uma elegância e nobreza naturais, como um deus, fazendo com que ninguém ousasse se aproximar ou profanar facilmente.
Ele mantinha a cabeça ligeiramente baixa, seus olhos profundos olhavam para frente sem emoção, mas ao pousarem em Klébia, a frieza em seus olhos instantaneamente se transformou em uma galáxia de estrelas, hipnotizante.
— ...
Rita semicerrou os olhos levemente, observando Oziel em silêncio.
Só tinha visto fotos antes e achava que ele era apenas "ok".
Vendo pessoalmente.
Tsk, tsk, tsk.
Realmente era uma bela carcaça capaz de seduzir mulheres. Não admira que a Klébia tenha caído nessa.
— ...
As pupilas de Valentino e Yuriel dilataram-se enquanto encaravam Oziel fixamente.
Pensativos.
O velho homem parecia um pouco diferente hoje.
Arrumou-se especialmente?
Parecia vários anos mais jovem.
— Klébia.
Oziel aproximou-se sorrindo, mas ao vislumbrar o "homem" ao lado dela, seu sorriso congelou gradualmente e, por fim, desapareceu.
Ele era RC?
Aparentava ter uns vinte anos, vestia-se como um universitário, cheio de vitalidade, solar e bonito.
Comparado a ele, Oziel sentiu-se realmente um pouco velho.
— Não, escute minha explicação.
Klébia olhou ansiosamente para Oziel, com uma expressão bastante culpada.
Quando ela "reclamou" com a Rita, tinha acabado de conhecer o Oziel.
Naquela época, o homem era realmente muito atencioso, e ela tinha motivos para suspeitar que ele tinha más intenções.
Quem diria —
Que a Rita ousaria expô-la na frente do Oziel.
— ...
A expressão de Oziel estava sombria, não porque Klébia reclamou que ele era velho.
Mas porque a sua Klébia estava em contato íntimo com esse Roberto naquele momento.
A boca de Roberto estava tocando a palma da mão dela.
Nem ele tinha tocado!
— Eu entendo, não precisa explicar.
Oziel franziu a testa profundamente, puxou Klébia de volta para o seu lado e, aproveitando sua vantagem de altura, olhou para Rita de cima, curvando levemente os lábios finos:
— Amigo da Klébia é meu amigo. Brincadeiras entre amigos são normais.
— O Sr. Andrade é realmente hospitaleiro.

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