— O quê?
Rita estava prestes a beber água, quase caiue ao ouvir isso.
— Eu estava falando de namoro, e você fala de casamento?
— O Oziel disse que a vida dele é minha. — Klébia piscou, e seu rosto delicado e bonito estava cheio de seriedade. — Sendo assim, eu aceito.
— Eu não concordo.
Rita ficou triste, incapaz de suportar que sua amiga se tornasse de outra família.
— O Oziel tem dinheiro. — Klébia levantou-se, caminhou até Rita e disse lentamente. — Muito, muito dinheiro, mais do que a Base.
— Depois que eu me casar com ele, o dinheiro dele será meu dinheiro. E o meu dinheiro será o dinheiro da Base.
— ...
Os olhos de Rita brilharam, mas logo ela se acalmou e resmungou:
— Vou ter que testá-lo mais tarde. Só concordo se ele passar.
— ...
Klébia sorriu, deu um tapinha no ombro dela e disse suavemente:
— Vamos descer, meus dois irmãos chegaram.
Chegaram?
Os nervos de Rita ficaram ainda mais tensos. Isso significava que ela veria o Valentino?
Ah, tanto faz.
De qualquer forma, ela não estava constrangida. Quem ficaria constrangido era o Valentino.
—
Restaurante.
Quando Klébia e Rita chegaram, viram Valentino e Yuriel sentados em lados opostos.
Ninguém falava com ninguém.
Era óbvio que a expressão de Yuriel estava mais sombria.
— Yuriel, Valentino.
Klébia chamou, e os dois viraram a cabeça ao mesmo tempo.
Ao verem a irmã, viram também o "amigo de infância" atrás dela.
— Esse é o rival do Oziel?
Yuriel ficou ligeiramente atordoado, movendo os lábios com dificuldade, incrédulo.
Tão jovem?
Solar e bonito?
Com essa aparência, ele se daria muito bem na indústria do entretenimento.
De repente, ele ficou um pouco preocupado com seu próprio futuro.
— ...
Valentino não disse nada, olhando profundamente para Rita, com medo de ter visto errado.
Valentino franziu a testa e, quando estava prestes a cumprimentar, Rita falou novamente:
— Sou amigo da Klébia.
— Amigo decente. Nunca me envolvi em fraudes, sequestros ou golpes de trânsito.
— ...
Valentino desviou o olhar, constrangido. Esse moleque era bem rancoroso.
— Olá.
Rita deu um passo à frente e estendeu a mão para Valentino.
— Olá.
Valentino ergueu os olhos e apertou a mão de volta.
No instante em que as mãos se tocaram, Valentino sentiu a mão direita ser apertada repentinamente, e uma dor aguda o atingiu.
— Minha mão acabou de se machucar, você também não vai ficar bem. — Rita sussurrou. — Vou dar 50% de desconto nas despesas médicas, estamos quites.
— ...
Valentino puxou a mão com força, o rosto pálido.
?
Vendo a estranha interação entre ela e Valentino, Klébia estava curiosa quando...
Ouviu-se o som alto de sapatos de couro na porta —

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