Tânia, ao lado, animou-se imediatamente e, com o rosto redondo erguido, perguntou com entusiasmo:
— Yuriel, você pode nos conseguir um autógrafo da K? Nós a amamos muito.
— ?
Ao ouvir isso, Yuriel mergulhou em pensamentos.
Ele não sabia como responder e, instintivamente, olhou para Klébia ao seu lado.
Klébia: ?
Você está me chamando?!
— O que foi?
Percebendo que o clima havia ficado estranho, Vicente sentiu um aperto no coração.
Será que os dois tinham algum conflito por causa das corridas?
Mas ele ouviu dizer que a K até entregou a gestão da associação de corridas para o Yuriel. Não era para tanto, certo?
— Me dê a caneta e o papel.
Klébia tirou uma mão do bolso, fez um gesto para Vicente e disse em um tom preguiçoso.
— Hã?
Embora confuso, Vicente entregou as coisas obedientemente.
Klébia pegou e assinou o nome.
K.
O K tinha uma cauda estilizada, fluida e vibrante, ao mesmo tempo selvagem e desinibida.
Muito estiloso.
— Isso é...
Vicente e Tânia se aproximaram para ver, olharam um para o outro e depois para Klébia.
Klébia assinou o nome da K?
E, para ser sincero, a assinatura era muito parecida.
— Klébia...
Tânia ficou atônita por alguns segundos, de repente percebeu algo e gaguejou:
— Você... você não é a... K, é?!
Tânia era uma fã fervorosa de K, ela havia assistido aos vídeos de suas corridas inúmeras vezes.
K não era muito alta nem forte, e seus gestos tinham até um toque de delicadeza.
Ela pensava que era apenas sua personalidade.
Mas agora, olhando para a silhueta e o jeito de Klébia, ela achava que se pareciam com os de seu ídolo.
— O quê?
Ao ouvir Tânia, a expressão de Vicente não podia ser descrita como choque, sua boca se abriu o suficiente para engolir um porco.
— Klébia, você, você, você é a... K.
— Já têm o autógrafo, agora voltem a estudar.
Klébia ergueu uma sobrancelha, jogou o papel e a caneta de volta para Vicente, parecendo cansada:
— Klébia.
Tânia recuou para o lado e Vicente, que havia se recuperado do choque, também abriu os braços.
— Eu...
— Vamos, ainda temos que voltar para o hospital.
Oziel se adiantou, puxou Klébia para seus braços e disse com um tom abafado.
— Oh.
Klébia assentiu obedientemente e acenou para que todos se dispersassem.
— Vamos.
Klébia entrou no carro e disse com um sorriso para os que estavam do lado de fora.
— Sim.
Oziel sorriu lentamente e, quando estava prestes a entrar, o sorriso de Klébia congelou e ela disse lentamente:
— Eu estava chamando a Dandara.
...
A perna de Oziel que já estava dentro do carro, recuou silenciosamente.
Dandara entrou em seu lugar.
O carro partiu, deixando para trás os dois homens que não se davam bem, mas que compartilhavam o mesmo gosto por "assaltar o berço".
Eles se entreolharam.

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