— Klébia!
Dandara correu até o carro, exclamando animadamente:
— A minha mamãe...
— Ela está bem.
Klébia abriu a porta do carro e apresentou sua prima a Vicente, Letícia e Tânia.
— Oi, Dandara. — Os três a cumprimentaram com sorrisos.
— Ah?
Dandara vinha de uma família humilde e estudava no Primeiro Colégio de Celestina do Sol, uma escola cheia de jovens da elite.
Ela era frequentemente marginalizada, e ninguém queria ser seu amigo.
— Olá, olá.
Dandara ficou lisonjeada e acenou com a cabeça como um pica-pau.
— Você é prima da Klébia, então é nossa Klébia também. — Vicente era extrovertido e, percebendo o constrangimento de Dandara, aproximou-se e passou o braço pelos ombros dela como um bom amigo, brincando. — O Primeiro Colégio de Celestina do Sol e o Colégio Alegre Aprendizagem são bem perto. Podemos comer juntos depois da aula, eu te pago um açaí.
...
Dandara olhou para o garoto que a abraçava e se sentiu um pouco desconfortável.
As pessoas que sua prima conhecia pareciam ser meio maloqueiras.
...
Vendo o desconforto de Dandara, Klébia estava prestes a falar quando a figura de Yuriel apareceu de repente.
— É perigoso ficar na beira da estrada com tantos carros. Voltem.
Enquanto falava, Yuriel tirou a mão de Vicente do ombro de Dandara.
— Caramba!
Ao ver o homem que apareceu de repente, o rosto de Vicente mudou e ele esfregou os olhos com força.
— Não é... o grande piloto Yuriel?
...
Yuriel olhou para ele, com a imagem dele abraçando Dandara na cabeça.
Ele não gostou nada daquilo.
Com o rosto sério, ele o ignorou.
— Klébia, Klébia, é ele mesmo, não é? — Vicente era cara de pau e, depois de ser ignorado por Yuriel, virou-se para Klébia. — Ele é uma lenda, vocês se conhecem?!
Yuriel era seu piloto favorito além de K.
Técnica incrível, personalidade forte.
Há pouco tempo, ele até largou tudo para voltar à sua pátria.
Vicente coçou o rosto, confuso.
O que aconteceu?
Ele achou que a atitude de Yuriel não era muito boa.
— Na verdade... — Oziel não aguentou mais e disse com um sorriso. — O Vicente é uma boa pessoa, não tem más intenções.
— Ele trata a Klébia como um irmão, de verdade.
...
Yuriel entendeu a indireta de Oziel e olhou mais de perto para o garoto à sua frente.
Seu sorriso não era muito sério, ele parecia um bobalhão.
Parece que ele realmente se preocupou à toa.
— Olá. — Yuriel pegou o papel e a caneta, assinou seu nome com desenvoltura e sua atitude melhorou. — Obrigado por cuidar da Klébia.
— De nada.
Com o autógrafo em mãos, Vicente ficou radiante e, em voz baixa, perguntou com cuidado:
— A propósito, Yuriel. Você conhece a K? Será que eu poderia conseguir um autógrafo dela também?
— Sim, sim, sim.

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