— Pelo que me lembro, eu sou o mais velho. — Yuriel argumentou com veemência. — Que tal eu ser o mais velho?
O segundo?
O terceiro?
Nenhum dos dois títulos soava bem.
— Que tal perguntarmos à Klébia quem ela quer que seja o mais velho?
A simpatia de Valentino por seu recém-descoberto irmão caiu instantaneamente a zero.
Ele não entendia a regra de quem chega primeiro?
— Certo, vamos perguntar à irmãzinha.
Yuriel também assentiu, concordando.
No segundo seguinte.
Os quatro olhos dos dois irmãos se fixaram em Klébia, que estava sentada na cadeira, com o queixo apoiado em seu braço fino e branco, observando-os com indiferença.
Valentino:
— Klébia, diga, quem você quer que seja o mais velho?
Yuriel:
— Diga o que seu coração mandar, o irmão mais velho não ficará bravo com você.
Valentino: — ?
Irmão mais velho?
Esse irmão não era cara de pau demais?
De repente, ele sentiu que Oziel havia pegado leve com ele.
— Hum?
Klébia mudou de posição, desembrulhou lentamente um doce e o colocou na boca, sua expressão preguiçosa e relaxada:
— Eu tenho que escolher?
— Você escolhe!
Os dois irmãos olharam fixamente para Klébia, seus olhos cheios de expectativa.
Quem a irmã escolhesse, significaria qual irmão ela gostava mais.
— Que tal...
Klébia piscou os olhos e disse sem pressa:
— Vocês decidem no pedra-papel-tesoura. Quem ganhar é o segundo irmão mais velho, quem perder é o terceiro.
Não havia mais um irmão?
Ele seria o mais velho.
Não gostam de ser o segundo ou o terceiro, é?
Agora pronto.
Os dois estavam descontentes, não seria mais harmonioso?
Heh.
Ela era mesmo um pequeno gênio.
Klébia arqueou as sobrancelhas, sua voz clara e agradável.
— Olá.
— Olá.
Yuriel segurou a mão de Klébia gentilmente, sua voz um pouco embargada.
— De agora em diante, vou te proteger bem.
— Especialmente, não deixarei que homens mal-intencionados que enganam garotinhas te intimidem.
Enquanto Yuriel dizia isso, ele olhou deliberadamente para o homem mal-intencionado, Oziel.
— Diga, como esse seu irmão de consideração te forçou?
Forçou?
O olhar de Valentino pousou sobre os dois, seu coração batendo forte.
No café da manhã da última vez, a forma como os dois interagiam era mais natural do que a de um casal casado há anos.
Realmente muito estranho.
Mas Oziel, ele não seria tão sem princípios, seria?
— Se não me engano, no primeiro encontro, o Sr. Andrade se apresentou como o... futuro marido da Klébia. — Yuriel começou a acertar as contas, vingando-se da surra.
O quê?
Futuro marido?
Klébia e Valentino se viraram em uníssono para olhar para Oziel.

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