— Samara, a mochila da Klébia já está pronta? — Quando terminaram de comer, Oziel, por hábito, pegou um guardanapo para limpar as mãos de Klébia, mas seu olhar periférico captou o de Valentino.
— ...
Os dedos de Oziel tremeram, e ele fingiu limpar os próprios lábios.
— Está pronta.
Samara trouxe a mochila, Oziel verificou tudo e disse em voz baixa:
— Coloque um pouco de pão, Klébia sentirá fome à tarde.
— Que cabeça a minha, como pude esquecer? — Samara sorriu sem graça e foi rapidamente adicionar algo.
— ...
Valentino não tinha vontade de comer, apenas observava em silêncio.
— Vamos, Klébia.
Oziel fez uma última verificação e, certificando-se de que nada faltava, olhou para Klébia e instruiu suavemente:
— Leve um casaco, vai chover hoje.
— Certo.
Klébia pegou o casaco obedientemente e seguiu Oziel de perto.
— ...
Valentino, do começo ao fim, além de descascar camarões, não conseguiu participar de mais nada.
—
No caminho para a escola.
Klébia sentou-se silenciosamente em um canto, jogando no celular.
*Tosse, tosse.*
Ela comeu demais de manhã e seu estômago estava um pouco desconfortável.
— Beba um pouco de água.
Quando Valentino estava prestes a procurar um pouco de água para ela, Oziel já havia aberto a garrafa térmica e a levado à boca de Klébia.
Klébia nem sequer virou a cabeça, bebendo naquela mesma posição.
A familiaridade do gesto sugeria que já era um hábito.
Era assim que eles se tratavam no dia a dia?
Irmã...
Que tipo de irmão cuidava da irmã com tantos detalhes?
Depois de ver a irmã entrar na escola.
No caminho para casa, Valentino pensava cada vez mais que algo estava errado.
Então.
Ele pegou o celular e ligou para seu agente.
— Investigue para mim, quem é a garota que mais aparece ao lado de Oziel.
Ele não tinha uma paixão?
Confirmando quem era, ele poderia ficar tranquilo.
Mas se Oziel realmente tivesse interesse em Klébia...
O olhar de Valentino escureceu, e ele sentiu seus punhos se fecharem.
—
Depois da aula à tarde.
Klébia foi cercada por vários professores.
— Sim.
Klébia assentiu.
— Vou tentar chegar o mais rápido possível.
— Sem pressa, sem pressa. — O professor de matemática riu. — Tome cuidado, basta chegar antes do final da aula.
Ele ouviu dizer que Brandon sempre liberava Klébia.
Ela já lhe deu muitas aulas de reforço.
Aquele velho já estava confiante, preparando-se para se inscrever na Olimpíada Mundial de Física.
Ele também queria se inscrever na Olimpíada Mundial de Matemática.
Mas ainda faltava um pouco.
E esse “pouco” era Klébia.
Ele tinha que mantê-la feliz.
— Obrigada, professor. — Klébia agradeceu educadamente e pegou um táxi para o laboratório.
O relatório da análise de DNA de ontem já estava pronto.
Olhando para a palavra “similaridade” no papel, a ponta dos dedos de Klébia tremeu.
A correspondência desses genes significava um grau muito alto de “parentesco”.
Com mais dois testes, seria basicamente confirmado.
Então.
A possibilidade de Yuriel ser seu irmão, sabe-se lá de qual número, era extremamente alta.
Se tudo corresse bem.
A resposta seria revelada amanhã.

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